O preço do azeite de oliva no Brasil caiu 4,42% desde janeiro de 2024, após um período em que se tornou um produto caro devido a problemas climáticos e inflação. Essa queda é resultado da recuperação das safras na Europa e da estabilização do câmbio, o que pode indicar que os preços continuarão a diminuir. Apesar de ter subido 50,74% entre maio de 2023 e junho de 2024, o azeite agora enfrenta concorrência do café, que teve um aumento de 82,24% no mesmo período. A escassez de azeite foi causada por problemas climáticos em países como Grécia e Itália, além da desvalorização do real, já que a maior parte do azeite consumido no Brasil é importada. Com a normalização da produção na Europa, espera-se que os preços continuem a cair. A Associação Paulista de Supermercados acredita que essa tendência de queda deve se manter, mas é importante que o Ministério da Agricultura intensifique a fiscalização para evitar fraudes, já que o azeite é um dos produtos mais falsificados do mundo.
O azeite de oliva, que se tornou um artigo de luxo no Brasil entre 2023 e 2024, teve uma queda de 4,42% no preço desde janeiro de 2024. Essa redução é atribuída à recuperação da safra na Europa e à estabilização do câmbio, o que pode indicar uma tendência de queda contínua nos preços.
Após um aumento de 50,74% entre maio de 2023 e junho de 2024, o azeite de oliva foi um dos principais responsáveis pela inflação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O produto, que chegou a ser um vilão da cesta básica, agora troca de lugar com o café, que enfrenta alta significativa de 82,24% nos últimos 12 meses.
Fatores que Influenciam os Preços
A escassez de oferta global, causada por problemas climáticos em países como Grécia, Itália, Espanha e Portugal, foi um dos principais fatores para a alta do azeite. O fenômeno El Niño trouxe estresse hídrico e temperaturas acima da média, resultando em menor produção e qualidade inferior das azeitonas. Além disso, a desvalorização do real impactou os preços, já que mais de 99% do azeite consumido no Brasil é importado.
Com a estabilização do clima e a recuperação das lavouras europeias, a expectativa é que a produção se normalize. Flávio Obino Filho, presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), destaca que a colheita em 2025 está próxima da normalidade, o que deve refletir na redução dos preços no Brasil.
Expectativas Futuras
A previsão é de que o preço do azeite de oliva continue a cair no segundo semestre de 2025, impulsionado pela queda nos preços internacionais. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também aponta que a recuperação da safra europeia deve manter a tendência de deflação do produto no mercado brasileiro.
Diante desse cenário, é fundamental que órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária intensifiquem a fiscalização para evitar fraudes. O azeite de oliva é o segundo produto mais fraudado do mundo, e o consumidor deve estar atento a produtos de qualidade inferior que possam ser comercializados como azeite extravirgem.
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