Após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, surgiram preocupações sobre as diferenças entre os co-controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy, que afetaram o valor de mercado da empresa. Agora, após um ano de desentendimentos, os sócios indicam uma nova fase de harmonia. Jatahy mencionou que o acordo de acionistas, que gerou conflitos, será deixado de lado, enquanto Birman reconheceu a necessidade de uma relação mais colaborativa. Além disso, houve mudanças no conselho de administração, com a saída de Pedro Parente e a entrada de Nicola Calicchio, que tem a missão de promover a integração e focar no mercado consumidor. Birman ressaltou que o objetivo é gerar valor para a empresa, que fatura mais de R$ 14 bilhões por ano, e que a discussão sobre o acordo de acionistas será retomada no futuro.
Desde a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, anunciada em fevereiro do ano passado, surgiram preocupações sobre as diferenças entre os co-controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy. As divergências impactaram o valor de mercado da empresa, que chegou a valer menos de R$ 5 bilhões em março de 2023. Agora, após um ano de desentendimentos, os sócios sinalizam uma nova fase de harmonia.
Em entrevista conjunta, Jatahy afirmou que estão “botando o acordo de acionistas na gaveta”, destacando que o documento, criado para proteger as unidades de negócio, acabou se tornando disfuncional. O acordo permitia que Jatahy gerisse a unidade de vestuário feminino, o que gerou atritos, já que Birman é o CEO da operação combinada. Birman reconheceu sua falta de empatia em relação à posição de Jatahy e enfatizou a necessidade de uma relação mais colaborativa.
Mudanças na Governança
A nova fase também traz mudanças no conselho de administração. Pedro Parente, que atuava como chairman, foi substituído por Nicola Calicchio, ex-presidente da McKinsey. A reestruturação do conselho, que agora conta com sete membros, visa dar agilidade e refletir uma governança mais pacificada. Parente comentou sobre os desafios enfrentados e a importância da harmonia entre os sócios.
Calicchio, que assume com a missão de impulsionar a integração, destacou a necessidade de focar no mercado consumidor e na geração de sinergias. Birman mencionou que a prioridade é gerar valor para a empresa, que fatura mais de R$ 14 bilhões anualmente e abriga marcas como Hering, Reserva, Schutz e Farm. Ele afirmou que, uma vez alcançado o valor desejado, discutirão o futuro do acordo de acionistas.
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