- A gestora de private equity Warburg Pincus retornou a investir no Brasil após devolver mais de US$ 1 bilhão a investidores em 2021.
- Entre 2022 e 2024, a empresa aplicou mais de US$ 1 bilhão, focando em tecnologia e saúde.
- O co-head da Warburg Pincus no Brasil, Bruno Maimone, destacou que a gestora busca ativos menos dependentes de capital intensivo e mais resilientes à volatilidade econômica.
- A gestora prioriza empresas com crescimento acelerado acima de 40% e eficiência de capital, com investimentos recentes em Jusbrasil, Blip e Contabilizei.
- A estratégia inclui investimentos primários e cheques secundários, com um portfólio de tecnologia que cresceu quase 40% em 2024.
Depois de devolver mais de US$ 1 bilhão a investidores durante a janela de IPOs em 2021, a Warburg Pincus retoma os investimentos no Brasil. A gestora americana de private equity, que administra quase US$ 100 bilhões globalmente, aplicou mais de US$ 1 bilhão entre 2022 e 2024, focando em empresas de tecnologia e saúde.
Bruno Maimone, co-head da Warburg Pincus no Brasil, afirmou que a gestora está investindo em ativos menos dependentes de capital intensivo e mais resilientes à volatilidade econômica. “Desde 2021, voltamos a ser compradores líquidos. Estamos abertos para novas oportunidades”, destacou Maimone em entrevista à Bloomberg Línea.
A gestora busca empresas com potencial de liderança em seus mercados, priorizando aquelas que apresentam crescimento acelerado, acima de 40%, e eficiência de capital. As áreas de interesse incluem software, fintechs e a interseção entre tecnologia e serviços financeiros. Investimentos recentes incluem empresas como Jusbrasil, Blip e Contabilizei, onde a Warburg se tornou acionista majoritária.
Estratégia de Investimentos
A estratégia da Warburg Pincus combina investimentos primários, como na Scanntech, e cheques secundários em empresas já lucrativas. Maimone ressaltou que, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, o portfólio de tecnologia da gestora cresceu organicamente quase 40% em 2024, sem queima de caixa.
A gestora continua a analisar novas oportunidades no Brasil, com um pipeline de investimentos comparável ao dos últimos dois anos. Além do setor de tecnologia, a saúde é uma área de monitoramento constante. Maimone expressou interesse em ver o amadurecimento desse setor no Brasil, onde a Warburg já investiu globalmente em diversas empresas de saúde.
A Warburg Pincus mantém um olhar atento às demandas latentes no Brasil, buscando oportunidades que se alinhem com sua estratégia de crescimento e eficiência.
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