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Candlelight em SP: clima de velas com lâmpadas LED faz sucesso

Pela iluminação com velas LED, Candlelight em teatros de São Paulo atrai público jovem, mesclando pop, erudito e trilhas sonoras

Bailarina dança em palco cheio de velas acesas
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O Candlelight chegou a São Paulo como parte de uma tendência mundial de concertos à luz de velas, porém com iluminação feita por lâmpadas LED. A proposta mistura pop e erudito, reunindo trilhas de Beethoven, Chopin, Dua Lipa e até temas de Toy Story. Ao todo, já são mais de 11 mil apresentações globalmente desde o lançamento em 2019.

No Brasil, o projeto ganhou força em teatros tradicionais de Rio de Janeiro e, principalmente, de São Paulo, onde foram realizadas cerca de 350 apresentações. Os shows costumam ocorrer com sexteto de cordas ou orquestra, sempre em ambiente intimista, com iluminação de velas artificiais para criar atmosfera particular.

Atração principal é o contraste entre repertórios diversos e o clima de salão. Em espaços como o Theatro São Pedro, a iluminação é um dos principais atrativos, com centenas de velas elétricas no palco. Em locais maiores, como o Auditório Ibirapuera, chegam a ficar acesas quase 2 mil “velas”.

Formato, público e repertório

Os shows costumam alternar gêneros, desde clássicos de Beethoven até pop contemporânea, com playlists escolhidas pela produção. O objetivo, segundo a coordenação, é democratizar a cultura e oferecer uma experiência de apreciação musical acessível e diferenciada.

A curadoria envolve o produtor musical Marcos Henrique, da Monte Cristo Coral e Orquestra, que seleciona as faixas a partir de um tema definido pela produção. Diferentes sessões atraem públicos variados, do grunge ao pop, do rock dos anos 60 ao k-pop.

Dados da Fever Originals indicam que parte expressiva do público é jovem: cerca de 70% tem menos de 40 anos. A advogada Isabela Gonçalves contou ter descoberto o evento pela internet e ido sozinha à apresentação de Trilhas Sonoras Mágicas, no Theatro São Pedro, em março.

A diretora Brasil do projeto, Ana Gonçalves, enfatiza a ideia de democratizar a cultura ao oferecer espaço de apreciação de diferentes compositores, sem restringir o repertório. Joane Ely Momo, operadora, reforça que é possível frequentar um teatro bonito, com velas, ouvindo variados estilos.

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