O texto apresenta cinco ocupações culturais em São Paulo, desenvolvidas em prédios abandonados. Espaços que funcionam como galeria, teatro, biblioteca e centro de convivência, mantendo a cultura acessível nos bairros periféricos e centrais.
Lideradas por artistas, ativistas da cultura ou movimentos por moradia, essas ocupações impõem regras de convivência e manutenção. Realizam apresentações, oficinas gratuitas e produções artísticas diversas, fortalecendo redes locais.
Os espaços costumam ter forte vínculo com o território onde estão inseridos e funcionam como vitrine para artistas periféricos. A programação inclui shows, exposições e atividades formativas para crianças e adultos.
Centro Cultural Ouvidor 63
Desde maio de 2014, moradores do número 63 da Rua do Ouvidor vivem como artistas. A ocupação oferece oficinas gratuitas de dança, artes plásticas, música e circo, entre outras. Há programação especial neste mês.
Rua do Ouvidor, 63, Sé, região central. Programação e novidades aparecem nas redes sociais da Ouvidor 63.
Ocupação 9 de Julho
No centro, o prédio ocupado em 2016 abriga festivais, shows, exposições e projeções audiovisuais. O espaço também realiza a Cozinha Ocupação 9 de Julho aos domingos, com cardápio liderado por chefs convidados.
Rua Álvaro de Carvalho, 427, Bela Vista, região central. A ocupação é gerida pelo Movimento Sem Teto do Centro (MSTC).
Ocupação Cultural Mateus Santos
Sediada em Ermelino Matarazzo, a ocupação surgiu em 2016. Mantida pelo Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, oferece saraus, batalhas de rima e shows de rap. São mais de 10 oficinas, mais uma biblioteca comunitária.
Av. Paranaguá, 1633, Jardim Belem, região leste. Acesso livre, com acervo doado, emprestado ou retirado.
Okupação Cultural Coragem
Fundada em 2016 por artistas que ocuparam a Cohab 2, em Itaquera, tornou-se galeria de arte da região. Já realizou 18 exposições de arte urbana e uma iconográfica.
Rua Vicente Avelar, 53, Conj. Res. José Bonifácio, região leste. A próxima mostra, Aruanda, abre em maio, trazendo símbolos de religiões de matriz africana.
Ocupação Artística Canhoba
Estabelecida em 2016, a Canhoba ocupa um prédio que seria ponto de leitura. Gerida pelo Grupo Pandora de Teatro, de Perus, oferece formação teatral para jovens, além de encontros audiovisuais e aulas de acroyoga.
Rua Canhoba, 299, Vila Faton, região norte. A peça atual em cartaz é Sagrado Seja o Caos.
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