No ciclo de palestras “Aprendemos Juntos”, promovido pelo BBVA, a neuropsicóloga Alba Cardalda abordou a importância do diálogo interno e suas implicações na saúde mental. Cardalda destacou que esse espaço mental é onde se desenvolvem conversas que podem motivar ou sabotar o indivíduo. Ela enfatizou que, graças à neurociência, é possível identificar seis tipos de […]
No ciclo de palestras “Aprendemos Juntos”, promovido pelo BBVA, a neuropsicóloga Alba Cardalda abordou a importância do diálogo interno e suas implicações na saúde mental. Cardalda destacou que esse espaço mental é onde se desenvolvem conversas que podem motivar ou sabotar o indivíduo. Ela enfatizou que, graças à neurociência, é possível identificar seis tipos de diálogos internos, cada um com uma função específica.
Entre os diálogos mencionados, o diálogo motivacional se destaca por ajudar a equilibrar as emoções em momentos de estresse. Cardalda exemplificou com frases como “calma, você consegue fazer isso”, que incentivam a autoconfiança. O diálogo instrucional, por sua vez, é caracterizado por comandos que orientam a execução de tarefas complexas, como aprender matemática, facilitando a organização mental.
Outro tipo discutido foi o diálogo dissociativo, que ocorre quando diferentes “vozes” internas debatem decisões importantes. Cardalda explicou que essa dinâmica permite uma compreensão mais profunda de nossos medos e desejos. O diálogo social envolve a recriação de conversas com outras pessoas, enquanto o diálogo compulsivo, considerado o mais problemático, é marcado pela ruminação excessiva e pela análise constante de situações.
A especialista concluiu que aprender a redirecionar ou silenciar o diálogo compulsivo é crucial para evitar o esgotamento emocional, referindo-se a essa voz interna como o “pior inimigo”. A reflexão sobre esses diálogos internos pode ser uma ferramenta poderosa para a regulação emocional e o autoconhecimento.
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