Um estudo pré-clínico publicado no periódico ACS Central Science revela avanços promissores no tratamento do câncer de mama. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Illinois, destaca a eficácia da molécula ErSO-TFPy, que demonstrou a capacidade de eliminar células tumorais em modelos animais com apenas uma dose. O pesquisador Paul Hergenrother enfatiza a raridade […]
Um estudo pré-clínico publicado no periódico ACS Central Science revela avanços promissores no tratamento do câncer de mama. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Illinois, destaca a eficácia da molécula ErSO-TFPy, que demonstrou a capacidade de eliminar células tumorais em modelos animais com apenas uma dose. O pesquisador Paul Hergenrother enfatiza a raridade de um composto conseguir erradicar tumores de forma tão eficaz, gerando expectativas para o futuro do tratamento.
A molécula atua ao se ligar ao receptor de estrogênio, comum nas células mamárias e na maioria dos tumores de mama. Essa ligação induz a necrose celular, um tipo de morte celular, sem causar toxicidade significativa nos organismos testados. Pesquisas anteriores com a molécula ErSO mostraram efeitos colaterais indesejados, levando ao desenvolvimento de variantes como o ErSO-YFPy, que visam minimizar esses problemas.
Atualmente, existem drogas que atuam como citostáticos, interrompendo o crescimento celular, mas não eliminando os tumores. O coordenador do grupo de tumores de mama do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Pedro Exman, ressalta que, embora os resultados sejam animadores, a pesquisa ainda está em fase inicial e requer estudos adicionais para garantir a segurança e eficácia em humanos.
Apesar do aumento na incidência de câncer de mama, com estimativas de 73,6 mil novos casos no Brasil entre 2023 e 2025, a mortalidade tem diminuído devido a diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes. Tecnologias emergentes têm beneficiado pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo opções de imunoterapia e quimioterapia, que apresentam menos efeitos colaterais.
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