Um estudo recente publicado no American Journal of Physics propõe uma análise científica do universo ficcional de Wild Cards, criado por George R.R. Martin. Em vez de tratar os superpoderes como meras fantasias, os pesquisadores investigaram as bases científicas que poderiam explicar as transformações dos personagens. O foco está no vírus “carta selvagem”, que resulta […]
Um estudo recente publicado no American Journal of Physics propõe uma análise científica do universo ficcional de Wild Cards, criado por George R.R. Martin. Em vez de tratar os superpoderes como meras fantasias, os pesquisadores investigaram as bases científicas que poderiam explicar as transformações dos personagens. O foco está no vírus “carta selvagem”, que resulta em três desfechos: 90% de fatalidades, 9% de mutações físicas (jokers) e 1% de habilidades sobre-humanas (aces).
Os autores desafiam a distribuição aparentemente aleatória desses resultados, propondo um modelo matemático polar com duas variáveis: severidade (S) e ângulo de mistura (θ). A severidade indica o grau de mudança causado pelo vírus, enquanto o ângulo de mistura determina a proporção de jokers e aces em cada portador. O modelo sugere que o estado de cada indivíduo evolui dinamicamente até a manifestação da “carta”, descrita como uma trajetória ergódica que explora todas as regiões do espaço.
Essa abordagem permite relacionar a distribuição estatística dos resultados virais com a trajetória do vetor de estado, mantendo a regra 90:9:1. O estudo também considera a presença de “crypto-jokers” e “crypto-aces”, que apresentam manifestações sutis da doença. A análise culmina na derivação de uma lagrangiana, que resume a dinâmica do sistema viral, transformando um problema vago em uma expressão matemática concisa.
Além de oferecer uma nova perspectiva científica sobre um universo ficcional, a pesquisa destaca a aplicabilidade dos conceitos físicos em contextos abstratos. Os autores sugerem que o modelo pode servir como um exercício pedagógico para estudantes de física, estimulando a aplicação de ferramentas matemáticas em problemas complexos. Questões intrigantes também são levantadas, como a necessidade de energia para os poderes dos aces e a possibilidade de experimentos para validar os modelos propostos.
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