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Nariz pode ser treinado para recuperar olfato; descubra cinco curiosidades sobre o sentido

- Estudo de 2022 revela que olfato é menos valorizado que visão e audição. - Perda do olfato, especialmente após COVID-19, afeta saúde mental e relacionamentos. - Treinamento do olfato se mostra promissor para reabilitar a função olfativa. - Disfunção olfativa pode indicar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. - Pesquisa sobre olfato na Austrália é escassa, apesar da crescente prevalência.

Um estudo realizado em 2022 nos Estados Unidos revelou que o olfato é considerado menos importante do que outros sentidos, como a visão e a audição, e até mesmo em comparação a bens pessoais, como cabelo e animais de estimação. Metade das mulheres entrevistadas optaria por manter o cabelo em vez do olfato, evidenciando como […]

Um estudo realizado em 2022 nos Estados Unidos revelou que o olfato é considerado menos importante do que outros sentidos, como a visão e a audição, e até mesmo em comparação a bens pessoais, como cabelo e animais de estimação. Metade das mulheres entrevistadas optaria por manter o cabelo em vez do olfato, evidenciando como esse sentido é frequentemente subestimado. Apesar disso, o olfato desempenha um papel crucial na saúde mental e na memória, estabelecendo conexões emocionais profundas.

A relação entre olfato e memória foi explorada pelo psicólogo Donald Laird em 1935, e estudos posteriores mostraram que odores ativam respostas emocionais mais intensas no cérebro do que estímulos visuais. O olfato é processado no bulbo olfatório, que se conecta diretamente ao sistema límbico, responsável pelas emoções e memórias. Isso explica por que certos cheiros podem evocar lembranças vívidas, como a infância ou experiências dolorosas.

A perda do olfato, conhecida como disfunção olfativa, pode ocorrer devido a ferimentos ou infecções, como as causadas pelo coronavírus. Embora a maioria dos casos seja temporária, algumas pessoas podem experimentar perda prolongada. Estima-se que cerca de 5% da população global sofra de anosmia, enquanto 15-20% apresentam hiposmia, uma perda parcial do olfato. A pandemia de Covid-19 pode ter exacerbado esses números, afetando a qualidade de vida e os relacionamentos sociais.

O “treinamento do olfato” surge como uma abordagem experimental para tratar a disfunção olfativa, especialmente após a Covid-19. Essa técnica envolve cheirar odores distintos diariamente, ajudando a reabilitar as conexões nervosas no cérebro. Estudos indicam que essa prática não apenas melhora a capacidade olfativa, mas também alivia sintomas depressivos e melhora o declínio cognitivo em idosos e pessoas com demência.

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