Um estudo nacional realizado por pesquisadores do Instituto Israelita Ensino & Pesquisa de São Paulo, do Hospital Israelita Albert Einstein e da Universidade Nove de Julho revela que manter uma rotina de atividade física, mesmo leve, pode beneficiar a saúde mental e reduzir sintomas de depressão. Publicado no Journal of Affective Disorders, o estudo analisou […]
Um estudo nacional realizado por pesquisadores do Instituto Israelita Ensino & Pesquisa de São Paulo, do Hospital Israelita Albert Einstein e da Universidade Nove de Julho revela que manter uma rotina de atividade física, mesmo leve, pode beneficiar a saúde mental e reduzir sintomas de depressão. Publicado no Journal of Affective Disorders, o estudo analisou dados de 58.445 adultos brasileiros que participaram de triagens de saúde entre 2008 e 2022. Os pesquisadores utilizaram questionários sobre atividade física e sintomas depressivos, além de avaliações de saúde.
Os resultados indicam que qualquer nível de atividade física está associado à diminuição do risco de sintomas depressivos. A pesquisa identificou que fatores como índice de massa corporal (IMC) elevado, hipertensão, diabetes e tabagismo aumentam as chances de depressão, enquanto a atividade física se relaciona a um menor risco. Luana Queiroga, autora do estudo, destaca que a pesquisa abrange diferentes contextos de atividade física, incluindo locomoção e ocupação, além do lazer.
O estudo também redefine o conceito de atividade física, considerando-a como qualquer movimento corporal que aumente o gasto calórico. Os pesquisadores observaram que mesmo atividades simples, como deslocar-se para o trabalho, podem oferecer proteção contra a depressão. A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos realizem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, o que pode ser alcançado em tarefas diárias.
Queiroga explica que a atividade física pode melhorar a saúde mental por meio de mecanismos como a contração muscular, que afeta positivamente as respostas neuroendócrinas e inflamatórias. Além disso, a prática regular pode levar a melhores escolhas de vida, como alimentação e sono, contribuindo para a redução de sintomas depressivos. O estudo sugere que pequenas ações diárias, como subir escadas ou caminhar, podem ter um impacto significativo na saúde mental, incentivando a prática de atividades ao ar livre para maximizar os benefícios.
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