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Crescimento do chemsex em São Paulo desafia autoridades e expõe riscos à saúde

- O chemsex, prática de drogas e sexo, cresce entre homens no Brasil. - A polícia apreendeu 2,5 kg de metanfetamina em São Paulo nos últimos meses. - Produção local da metanfetamina reduziu seu preço de R$ 700 para R$ 70 por grama. - Engenheiro químico mexicano foi preso como um dos maiores produtores da droga. - A prática está ligada a riscos de saúde mental e transmissão de infecções.

O chemsex, prática que combina o uso de drogas sintéticas com sexo prolongado, está em ascensão no Brasil, apresentando desafios para as autoridades de saúde e segurança. Nos últimos seis meses, a polícia apreendeu 2,5 kg de metanfetamina em São Paulo, evidenciando o crescimento dessa prática, que envolve homens que fazem sexo com homens, heterossexuais […]

O chemsex, prática que combina o uso de drogas sintéticas com sexo prolongado, está em ascensão no Brasil, apresentando desafios para as autoridades de saúde e segurança. Nos últimos seis meses, a polícia apreendeu 2,5 kg de metanfetamina em São Paulo, evidenciando o crescimento dessa prática, que envolve homens que fazem sexo com homens, heterossexuais e bissexuais. O uso de substâncias como metanfetamina, GHB e cetamina visa intensificar sensações, mas acarreta riscos significativos à saúde mental e física.

Essas drogas são frequentemente adquiridas por meio de redes internacionais, portos e aeroportos, além de serem comercializadas na darknet e em aplicativos de mensagens. O delegado Alessandro Santos Pereira menciona que o termo “biqueira digital” é apropriado para descrever esse comércio clandestino, que utiliza emojis e gírias para evitar a detecção. O uso de drogas no chemsex está associado à dependência e à dificuldade em estabelecer relações saudáveis, além de aumentar o risco de infecções sexualmente transmissíveis.

O Denarc de São Paulo registrou apreensões significativas de metanfetamina, com o preço da droga caindo de R$ 700 para R$ 70 por grama, devido à produção local iniciada em 2020. Essa redução de custo, impulsionada por grupos estrangeiros, facilita o acesso à droga, especialmente entre praticantes de chemsex e frequentadores de festas eletrônicas. O delegado Fernando Santiago alerta que a acessibilidade da metanfetamina pode atrair grupos criminosos, como o Primeiro Comando da Capital.

A investigação do tráfico enfrenta desafios, como a venda discreta para clientes conhecidos e o uso de serviços de entrega disfarçados. Recentemente, a polícia prendeu o engenheiro químico mexicano Guillermo Fabian Martinez Ortiz, um dos principais produtores de metanfetamina em São Paulo. A produção local reduz custos e amplia o consumo, permitindo que novos usuários experimentem a droga, o que gera preocupações sobre o aumento da acessibilidade e do uso entre a população.

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