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Uso frequente de maconha prejudica memória de trabalho, revela estudo recente

- Estudo revela que uso frequente de maconha prejudica a memória de trabalho. - Pesquisa analisou mais de 1.000 usuários, destacando o impacto do uso crônico. - Danos à memória afetam decisões e comunicação, essenciais no cotidiano. - Apenas uso crônico mostrou maior relação com problemas cognitivos que recente. - Questões sobre recuperação da memória após abstinência permanecem sem resposta.

Um novo estudo revelou que o uso mais frequente de maconha pode prejudicar a memória de trabalho, afetando a segurança, a comunicação e o sucesso no trabalho. Joshua Gowin, professor assistente de radiologia na Universidade do Colorado, explicou que a memória de trabalho é a capacidade de reter informações por um curto período e utilizá-las, […]

Um novo estudo revelou que o uso mais frequente de maconha pode prejudicar a memória de trabalho, afetando a segurança, a comunicação e o sucesso no trabalho. Joshua Gowin, professor assistente de radiologia na Universidade do Colorado, explicou que a memória de trabalho é a capacidade de reter informações por um curto período e utilizá-las, como ao verificar o ponto cego ao dirigir. A pesquisa, publicada na revista JAMA Network Open, não estabelece uma relação de causa e efeito, mas fornece evidências científicas que corroboram crenças sociais sobre o uso regular de cannabis.

A análise, que envolveu dados do Human Connectome Project, incluiu mais de mil usuários de maconha, que realizaram testes cognitivos entre 2012 e 2015. Os resultados mostraram que 63% dos usuários pesados apresentaram atividade cerebral reduzida em tarefas de memória de trabalho, enquanto 68% dos usuários recentes também demonstraram impacto similar. Gowin destacou que o uso crônico teve um efeito mais significativo na memória de trabalho do que o uso recente, com uma redução de aproximadamente 14% na ativação cerebral em comparação aos não usuários.

Os usuários pesados tendiam a ser homens com menor nível educacional e status socioeconômico, além de serem mais propensos a fumar e consumir álcool. Embora o estudo tenha controlado o uso de álcool, não conseguiu determinar os níveis de THC na maconha utilizada, nem controlar condições psicológicas pré-existentes, como o TDAH, que também pode afetar a memória de trabalho. A pesquisa não esclareceu se a maconha foi fumada, vaporizada ou ingerida, mas Gowin observou que o fumo é a forma mais comum de consumo.

Por fim, Gowin afirmou que ainda não se sabe se usuários regulares de maconha conseguirão recuperar sua memória de trabalho. Estudos anteriores indicam que a abstinência de cannabis pode levar à recuperação parcial da função de memória, mas a relação entre o uso crônico de maconha e o cérebro continua sendo um campo de investigação em aberto.

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