A mentira é um comportamento comum, mas quando se torna frequente, pode indicar problemas mais sérios, como a mitomania. Segundo a psicóloga Adriana Ferreira Marcelino, do grupo Mantevida, essa condição pode estar relacionada a transtornos de personalidade, como o transtorno de personalidade antissocial (TPAS) e o transtorno de personalidade narcisista, onde a mentira é usada […]
A mentira é um comportamento comum, mas quando se torna frequente, pode indicar problemas mais sérios, como a mitomania. Segundo a psicóloga Adriana Ferreira Marcelino, do grupo Mantevida, essa condição pode estar relacionada a transtornos de personalidade, como o transtorno de personalidade antissocial (TPAS) e o transtorno de personalidade narcisista, onde a mentira é usada como forma de manipulação. Além disso, o transtorno factício, conhecido como síndrome de Munchausen, envolve a criação intencional de sintomas para obter atenção médica, caracterizando uma forma de mentira patológica.
A especialista explica que a mentira pontual é geralmente uma ocorrência isolada, motivada por medo ou vergonha, e pode gerar culpa no mentiroso. Em contraste, um padrão de comportamento de mentir indica um possível transtorno, especialmente quando as mentiras são repetidas e envolvem manipulação, sem remorso aparente. Essa persistência ao longo do tempo é um sinal de alerta.
Fatores como histórico familiar de transtornos, experiências negativas na infância e a ausência de laços afetivos podem contribuir para o desenvolvimento de comportamentos mentirosos. Além disso, se a pessoa aprende que mentir traz recompensas, como evitar punições, isso pode reforçar o padrão de mentiras.
O tratamento para esses transtornos envolve psicoterapias, como a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a modificar comportamentos, e a terapia psicodinâmica, que busca entender causas profundas. A terapia de grupo também é benéfica para promover interações sociais saudáveis. Em alguns casos, medicamentos podem ser utilizados para tratar sintomas como impulsividade ou ansiedade, mas não abordam diretamente o comportamento de mentir.
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