Martí Perarnau Llobet, de 36 anos, é um pesquisador que investiga o complexo mundo da física quântica, buscando respostas sobre a realidade além da percepção comum. Ele é vencedor do Prêmio Jovem Pesquisador em Física Teórica, concedido pela Fundação BBVA e pela Real Sociedade Espanhola de Física, e atua no programa Ramón y Cajal na […]
Martí Perarnau Llobet, de 36 anos, é um pesquisador que investiga o complexo mundo da física quântica, buscando respostas sobre a realidade além da percepção comum. Ele é vencedor do Prêmio Jovem Pesquisador em Física Teórica, concedido pela Fundação BBVA e pela Real Sociedade Espanhola de Física, e atua no programa Ramón y Cajal na Universidade Autônoma de Barcelona. Seu trabalho foca em sistemas quânticos abertos, que interagem com o ambiente, o que pode revolucionar áreas como computação de baixo consumo energético e sensores de alta precisão.
Sobre o avanço da computação quântica, Perarnau destaca que, embora haja grandes expectativas, a tecnologia ainda é imperfeita. Um computador quântico pode realizar cálculos mais rapidamente do que todos os computadores do mundo juntos, mas sua eficácia real ainda é limitada. No entanto, o desenvolvimento dessa tecnologia já está promovendo avanços significativos na ciência e na tecnologia, melhorando o controle de sistemas quânticos e inspirando inovações em computadores convencionais.
Perarnau explica que um sistema quântico aberto é aquele que está em contato com o ambiente, o que é comum na maioria dos sistemas. Essa interação é crucial para entender fenômenos como a decoerência, que explica a transição do mundo quântico para a realidade clássica. A pesquisa em sistemas abertos é fundamental para aprimorar computadores quânticos, pois permite entender melhor como esses sistemas interagem com o ambiente.
Na prática, a compreensão de sistemas quânticos abertos pode levar ao desenvolvimento de sensores quânticos que melhoram a precisão das medições, mesmo em ambientes não isolados. Um exemplo é o uso de magnetômetros atômicos para medir campos magnéticos no cérebro. Além disso, Perarnau investiga a termodinâmica quântica, buscando aplicações práticas que reduzam o consumo de energia em computação, um desafio que pode transformar a forma como entendemos a energia e sua degradação em calor.
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