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Escola de balé britânica fecha acordo em caso de body-shaming com ex-aluna

- Ellen Elphick, ex-aluna da Royal Ballet School, alegou anorexia por body-shaming. - A escola, que treina jovens de 11 a 19 anos, não admitiu responsabilidade no acordo. - Elphick relatou experiências traumáticas, como críticas severas sobre seu corpo. - A psiquiatra confirmou que Elphick sofre de anorexia atípica e dismorfia corporal. - O caso destaca a urgência de mudanças na abordagem da escola sobre o bem-estar.

Uma renomada escola de balé, a Royal Ballet School em Londres, chegou a um acordo legal com Ellen Elphick, que alegou ter desenvolvido um transtorno alimentar devido a práticas de body-shaming durante sua formação. Elphick, aluna da instituição entre 2009 e 2012, relatou que se tornou anoréxica durante o intenso programa de treinamento. A escola, […]

Uma renomada escola de balé, a Royal Ballet School em Londres, chegou a um acordo legal com Ellen Elphick, que alegou ter desenvolvido um transtorno alimentar devido a práticas de body-shaming durante sua formação. Elphick, aluna da instituição entre 2009 e 2012, relatou que se tornou anoréxica durante o intenso programa de treinamento. A escola, que seleciona jovens entre 11 e 19 anos para se tornarem dançarinos profissionais, não admitiu responsabilidade no acordo, conforme informado por seus advogados.

Os advogados de Elphick relataram que, em seu primeiro ano, ela foi forçada a se olhar no espelho enquanto um professor criticava partes de seu corpo, afirmando que ficaria “desgostoso” com seu tamanho. No ano seguinte, a docente elogiou a perda de 3 quilos da aluna, incentivando aplausos dos colegas. Elphick revelou que começou a beber café e fumar para controlar o apetite, além de provocar vômitos. Em seu terceiro ano, um professor destacou suas nádegas em uma foto enviada a potenciais empregadores, chamando essa área de “problema”.

Um psiquiatra consultor confirmou que Elphick já havia sofrido de anorexia atípica e ainda lida com dismorfia corporal. A Royal Ballet School expressou satisfação pelo acordo e desejou o melhor a Elphick e sua família, reiterando seu compromisso com o bem-estar dos alunos. Em comunicado, Elphick afirmou que abandonou a carreira de dançarina devido à experiência e destacou a necessidade de mudanças nas abordagens de ensino da escola.

O advogado de Elphick, Dino Nocivelli, enfatizou que o acordo é um passo importante para expor o body-shaming e o abuso enfrentados por muitas bailarinas. Ele pediu que a comunidade do balé reconheça sua responsabilidade em cuidar dos dançarinos e promova mudanças significativas para evitar danos futuros.

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