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Sobrevivencialismo ganha força no Brasil com estratégias para enfrentar emergências

- O sobrevivencialismo cresce no Brasil, inspirado por práticas dos EUA, visando autossuficiência. - Mayra Andrade e Márcio documentam sua vida em Monte Alto, com técnicas de cultivo e bunkers. - Julio Lobo e Tiago Azzolini compartilham experiências de preparação em Antônio Carlos (SC). - Raphael Cozzi, do Preppers Brasil, foca na preparação urbana e riscos locais no Rio. - O movimento reflete uma busca por segurança e resiliência diante de crises cotidianas.

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Nos últimos anos, o sobrevivencialismo tem ganhado destaque no Brasil, um estilo de vida que visa preparar os indivíduos para emergências como crises climáticas e pandemias. Esse movimento, que já é popular nos Estados Unidos, atrai seguidores nas redes sociais, onde compartilham técnicas de sobrevivência e construção de abrigos. Mayra Andrade, que adotou esse estilo […]

Nos últimos anos, o sobrevivencialismo tem ganhado destaque no Brasil, um estilo de vida que visa preparar os indivíduos para emergências como crises climáticas e pandemias. Esse movimento, que já é popular nos Estados Unidos, atrai seguidores nas redes sociais, onde compartilham técnicas de sobrevivência e construção de abrigos. Mayra Andrade, que adotou esse estilo após enfrentar dificuldades financeiras, destaca que o sobrevivencialismo é uma forma de lidar com imprevistos, enfatizando a importância de estar preparado para desafios cotidianos.

O casal Andrade, com um blog e canal no YouTube chamado Guia do Sobrevivente, possui mais de 1 milhão de seguidores. Eles vivem em Monte Alto (SP) e implementaram um sistema de captação de água e energia solar, com o objetivo de alcançar autossuficiência total. Márcio Andrade, conhecido como Batata, relata que cultivam alimentos em mais de 700 metros quadrados e possuem um bunker subterrâneo projetado para armazenar comida por até três anos, com segurança reforçada contra radiação.

Em Antônio Carlos (SC), Julio Lobo e Tiago Azzolini também se dedicam ao sobrevivencialismo, documentando suas experiências em um canal com 2 milhões de seguidores. Eles trabalham na construção de um rancho para nove pessoas, focando em autossuficiência energética e alimentar. Lobo, psicólogo, explica que a preparação é motivada por amor e desejo de proteger os entes queridos, e não por medo. Eles se preparam para emergências cotidianas, como greves e crises climáticas, sem alimentar teorias apocalípticas.

Raphael Cozzi, morador do Rio de Janeiro e fundador da rede Preppers Brasil, adota uma abordagem urbana do sobrevivencialismo. Ele recomenda montar uma mochila de sobrevivência com itens essenciais e identificar perigos imediatos, como violência e alagamentos. Cozzi compartilha que sua motivação para se preparar surgiu de uma experiência traumática na infância, quando sua casa pegou fogo. A preparação, segundo ele, é uma forma de reduzir vulnerabilidades e aumentar a segurança em ambientes urbanos.

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