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Creatina pode potencializar tratamento da depressão, revela pesquisa inovadora

- A creatina monohidratada, além de melhorar o desempenho físico, pode tratar depressão. - Estudo com 100 participantes mostrou redução significativa nos sintomas depressivos. - Grupo que tomou creatina teve média de 5,8 em escala de depressão após tratamento. - Pesquisa destaca a creatina como intervenção viável em ambientes com poucos recursos. - Eficácia da creatina se deve ao aumento da energia cerebral em pacientes depressivos.

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A creatina tem se tornado um suplemento popular, especialmente entre praticantes de musculação, por sua capacidade de potencializar exercícios de força. Recentemente, um estudo publicado na revista European Neuropsychopharmacology revelou que a creatina monohidratada, quando combinada com terapia cognitivo-comportamental, pode ser eficaz no tratamento da depressão. Os pesquisadores destacaram que essa abordagem é viável em […]

A creatina tem se tornado um suplemento popular, especialmente entre praticantes de musculação, por sua capacidade de potencializar exercícios de força. Recentemente, um estudo publicado na revista European Neuropsychopharmacology revelou que a creatina monohidratada, quando combinada com terapia cognitivo-comportamental, pode ser eficaz no tratamento da depressão. Os pesquisadores destacaram que essa abordagem é viável em ambientes com recursos limitados, devido à sua eficácia e segurança.

A pesquisa acompanhou 100 pessoas com depressão leve a grave durante dois meses. Os participantes foram avaliados com um questionário que pontuava a gravidade da depressão de zero a 27. A pontuação média inicial foi de 17,6, indicando depressão moderadamente grave. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: um recebeu 5 gramas de creatina diariamente e sessões de terapia a cada duas semanas, enquanto o outro grupo recebeu placebo. Após oito semanas, a pontuação média do grupo que tomou creatina foi de 5,8, enquanto o grupo placebo obteve 11,9, evidenciando uma melhora significativa nos sintomas.

Os cientistas não observaram efeitos colaterais associados ao uso do suplemento. Estudos anteriores já haviam sugerido que a creatina poderia melhorar os sintomas de depressão quando usada em conjunto com medicamentos antidepressivos. A creatina atua como um transportador de energia para o cérebro, aumentando a atividade cerebral em pessoas afetadas pelo transtorno.

Além de ser produzida pelo organismo, a creatina pode ser obtida através do consumo de carne vermelha, peixe e frango. No corpo, ela funciona como combustível para os músculos esqueléticos e pode promover o crescimento muscular quando combinada com exercícios. A suplementação ajuda a aumentar a massa corporal magra e melhora o desempenho em atividades físicas de alta intensidade.

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