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Descoberta de padrões em multidões revela ‘vórtices’ em festivais espanhóis

- Pesquisadores analisaram o Festival de San Fermín em Pamplona, Espanha. - Descobriram padrões de 'vórtices' em multidões densas, inédito em estudos. - A análise foi feita com vídeos acelerados, revelando movimentos circulares. - O estudo modelou a multidão como um fluido, não como agentes individuais. - A descoberta pode impactar a compreensão de dinâmicas de multidões.

Pesquisadores analisaram o comportamento de multidões durante a tradicional Festa de San Fermín, em Pamplona, Espanha, e descobriram que grupos densamente aglomerados formam padrões de “vórtices” que nunca haviam sido documentados antes. O estudo, publicado em 5 de fevereiro na revista *Nature*, desafia a visão anterior de que as multidões se movem de maneira caótica. […]

Pesquisadores analisaram o comportamento de multidões durante a tradicional Festa de San Fermín, em Pamplona, Espanha, e descobriram que grupos densamente aglomerados formam padrões de “vórtices” que nunca haviam sido documentados antes. O estudo, publicado em 5 de fevereiro na revista *Nature*, desafia a visão anterior de que as multidões se movem de maneira caótica. O coautor François Gu, físico da École Normale Supérieure em Lyon, França, expressou sua surpresa com a regularidade do movimento circular, que se repetia a cada dezoito segundos.

A pesquisa foi baseada em uma análise computacional de vídeos do evento, onde Gu passou mais de um mês revisando os métodos utilizados. Ele percebeu que os vórtices se tornavam evidentes quando as filmagens eram aceleradas, revelando movimentos circulares graduais entre os participantes. O foco do estudo foi a abertura da festa, onde milhares de pessoas se reúnem na Plaza Consistorial, em vez da famosa corrida de touros.

Os pesquisadores instalaram câmeras em varandas para capturar as imagens e utilizaram modelos computacionais para analisar o comportamento da multidão. Eles trataram o movimento da multidão como um continuum denso, semelhante a um fluido, ao contrário de estudos anteriores que consideravam as pessoas como agentes discretos. A equipe descobriu que, ao atingir uma densidade crítica de cerca de quatro pessoas por metro quadrado, a multidão começou a formar vórtices rotativos, inicialmente de forma lenta e quase imperceptível.

Esses vórtices, que envolvem centenas de pessoas, demonstram uma nova dinâmica em eventos de grande aglomeração. A pesquisa não apenas amplia a compreensão sobre o comportamento humano em multidões, mas também pode ter implicações para a segurança em eventos públicos, onde a movimentação das pessoas pode ser prevista e gerenciada de maneira mais eficaz.

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