Um novo estudo da University College London sugere que a saúde mental e o bem-estar das pessoas variam ao longo do dia, sendo melhores pela manhã e piores à noite. A pesquisa, publicada na revista BMJ Mental Health, analisou dados de 49.218 pessoas entre março de 2020 e março de 2022. Os resultados indicam que […]
Um novo estudo da University College London sugere que a saúde mental e o bem-estar das pessoas variam ao longo do dia, sendo melhores pela manhã e piores à noite. A pesquisa, publicada na revista BMJ Mental Health, analisou dados de 49.218 pessoas entre março de 2020 e março de 2022. Os resultados indicam que os participantes relataram menos sintomas depressivos e maior felicidade ao acordarem, enquanto à meia-noite, os relatos de ansiedade e solidão aumentaram.
Apesar da correlação encontrada, a autora principal, Dr. Feifei Bu, alerta que não se pode afirmar que o horário do dia causa essas variações. Ela destaca que o estado mental dos indivíduos pode influenciar o momento em que escolhem responder às pesquisas. Além disso, a Dra. Pamela Rutledge enfatiza que saúde mental e bem-estar são conceitos distintos, sendo o bem-estar uma condição mais ampla que inclui fatores sociais e econômicos.
O estudo também sugere que serviços de apoio à saúde mental poderiam ajustar suas operações para atender melhor às necessidades dos usuários ao longo do dia, priorizando atendimentos noturnos. A pesquisa confirma tendências anteriores que mostram que a demanda por intervenções aumenta à noite, especialmente entre os jovens, influenciada por fatores como temperatura e cultura.
Embora a pesquisa indique que o final da manhã pode ser o melhor momento para resolver problemas emocionais, Rutledge ressalta que cada pessoa pode ter experiências diferentes. Para aqueles que se sentem mais produtivos à noite, não há necessidade de mudar seus hábitos, pois a pesquisa não deve ser vista como uma regra absoluta.
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