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Bactérias do nariz são geneticamente modificadas para transportar medicamentos ao cérebro

- Cientistas modificaram bactérias nasais para transportar hormônios ao cérebro. - Camundongos obesos tratados com essas bactérias apresentaram perda de peso significativa. - A pesquisa explora novas formas de entrega de medicamentos, além do intestino. - O estudo destaca o potencial do microbioma nasal, pouco explorado até agora. - Melhorar a entrega de medicamentos pode reduzir efeitos colaterais e beneficiar pacientes.

Cientistas estão explorando o uso de bactérias nasais geneticamente modificadas para transportar medicamentos ao cérebro, com resultados promissores em camundongos. Em um estudo publicado na revista *Cell*, em 5 de fevereiro, foi demonstrado que essas bactérias podem entregar hormônios supressores de apetite, resultando em perda de peso em camundongos obesos. Embora essa técnica ainda esteja […]

Cientistas estão explorando o uso de bactérias nasais geneticamente modificadas para transportar medicamentos ao cérebro, com resultados promissores em camundongos. Em um estudo publicado na revista *Cell*, em 5 de fevereiro, foi demonstrado que essas bactérias podem entregar hormônios supressores de apetite, resultando em perda de peso em camundongos obesos. Embora essa técnica ainda esteja distante de aplicações em humanos, representa um avanço significativo na entrega de medicamentos de forma mais eficaz.

A pesquisa destaca a dificuldade que muitos medicamentos enfrentam para alcançar seus alvos no corpo, conforme mencionado por Shannon Sirk, bioengenheira da Universidade de Illinois. A melhoria na entrega de medicamentos pode reduzir efeitos colaterais e aliviar a carga sobre os pacientes. Tradicionalmente, as tentativas de engenharia de bactérias focaram na entrega de moléculas ao intestino, utilizando cepas como *Escherichia coli*. No entanto, os estudos recentes se aventuraram em regiões menos exploradas, como a cavidade nasal.

O cérebro é um alvo incomum para sistemas de entrega bacteriana, devido à barreira que protege o órgão. Para contornar isso, Matthew Wook Chang, biólogo sintético da Universidade Nacional de Cingapura, e sua equipe investigaram o microbioma nasal. Eles analisaram várias bactérias, incluindo cinco cepas de *Lactobacillus*, que são geralmente consideradas seguras. Após identificar a cepa *Lactobacillus plantarum*, os pesquisadores a modificaram geneticamente para produzir hormônios reguladores de apetite.

Os camundongos que receberam a dose diária da bactéria por oito semanas apresentaram redução na ingestão de alimentos e perda de peso. Essa abordagem inovadora abre novas possibilidades para a utilização de bactérias como veículos de entrega de medicamentos, especialmente em áreas do corpo que antes eram consideradas de difícil acesso.

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