Pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriram que a luteolina, um antioxidante natural presente em vegetais como aipo e brócolis, pode suprimir o aparecimento de cabelos brancos. O estudo, que avaliou também os antioxidantes hesperetina e diosmetina, concluiu que apenas a luteolina demonstrou eficácia significativa nesse processo. O professor Masashi Kato, um dos autores, […]
Pesquisadores da Universidade de Nagoya, no Japão, descobriram que a luteolina, um antioxidante natural presente em vegetais como aipo e brócolis, pode suprimir o aparecimento de cabelos brancos. O estudo, que avaliou também os antioxidantes hesperetina e diosmetina, concluiu que apenas a luteolina demonstrou eficácia significativa nesse processo. O professor Masashi Kato, um dos autores, destacou que a descoberta sugere um efeito medicinal único da luteolina na prevenção do envelhecimento capilar.
Durante os experimentos, camundongos idosos receberam luteolina, e, enquanto seus companheiros desenvolveram pelos grisalhos, aqueles tratados mantiveram a coloração original. Os pesquisadores afirmaram que tanto a aplicação tópica quanto a ingestão do antioxidante foram eficazes em evitar o embranquecimento dos pelos. Essa pesquisa é a primeira a demonstrar que a luteolina pode prevenir a perda de pigmentação em cabelos.
A luteolina atua como um potente antioxidante, protegendo as células contra radicais livres e influenciando as endotelinas, proteínas essenciais na comunicação celular. Essa interação ajuda a preservar a atividade dos melanócitos, responsáveis pela produção de melanina, que diminui com o envelhecimento. O estudo revelou que a luteolina tem um impacto mais significativo na pigmentação do que no crescimento ou queda dos fios.
Os fios brancos surgem principalmente devido ao envelhecimento, estresse crônico, exposição ao sol e fatores genéticos. Os melanócitos, que produzem melanina, morrem ao longo do tempo, resultando em cabelos sem cor. A dermatologista Patricia Ormiga ressalta que, em média, o processo de embranquecimento começa aos 30 anos, mas a genética pode acelerar esse fenômeno, influenciando o comportamento celular de acordo com o DNA individual.
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