Um estudo da Universidade de Birmingham, publicado em 4 de fevereiro de 2025 no periódico Regional Health Europe, da Lancet, revelou que proibir o uso de celulares nas escolas não resultou em melhorias nas notas ou na saúde mental dos alunos. A pesquisa, que é a primeira desse tipo, concluiu que as restrições não diminuíram […]
Um estudo da Universidade de Birmingham, publicado em 4 de fevereiro de 2025 no periódico Regional Health Europe, da Lancet, revelou que proibir o uso de celulares nas escolas não resultou em melhorias nas notas ou na saúde mental dos alunos. A pesquisa, que é a primeira desse tipo, concluiu que as restrições não diminuíram o tempo total que as crianças passam em seus smartphones diariamente, não impactando positivamente seu bem-estar.
Os pesquisadores observaram que as proibições reduziram o uso de smartphones e redes sociais em apenas 40 minutos e 30 minutos por dia, respectivamente. No entanto, os alunos compensaram essa diferença utilizando os dispositivos em casa. Victoria Goodyear, principal autora do estudo, afirmou que as descobertas não são um argumento contra a proibição, mas indicam que “essas proibições, isoladamente, não são suficientes para lidar com os impactos negativos”.
Além disso, o estudo associou o aumento do tempo em celulares e redes sociais a notas mais baixas, pior qualidade de sono, comportamento inadequado em sala de aula e menos atividade física. Goodyear destacou a necessidade de um foco maior na redução do tempo que os alunos passam em seus celulares, sugerindo que “precisamos fazer mais do que apenas proibir celulares nas escolas”.
A pesquisa analisou 1.227 estudantes de 30 escolas na Inglaterra ao longo de mais de 12 meses. A utilização de celulares nas escolas é um tema debatido em vários países, com cerca de 25% das nações já implementando leis que proíbem o uso desses dispositivos. No Brasil, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou a lei 15.100/25, que proíbe o uso de celulares nas escolas, em janeiro de 2025, abrangendo todas as etapas da educação básica.
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