As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro terão uma nova dinâmica em 2024, desfilando em três noites pela primeira vez na história do carnaval carioca. A mudança, que inclui a Terça-feira Gorda no calendário, permitirá que quatro agremiações se apresentem por noite, aumentando a duração dos desfiles. Cada escola terá um […]
As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro terão uma nova dinâmica em 2024, desfilando em três noites pela primeira vez na história do carnaval carioca. A mudança, que inclui a Terça-feira Gorda no calendário, permitirá que quatro agremiações se apresentem por noite, aumentando a duração dos desfiles. Cada escola terá um tempo mínimo de 70 minutos e máximo de 80 minutos, com penalizações para quem não respeitar esses limites. O desfile começará às 22h e o último componente deverá entrar na Apoteose antes das 4h.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) também implementou mudanças na apuração das notas. Os 36 jurados estarão distribuídos em quatro cabines nos setores 3, 6, 9 e 10, permitindo um julgamento mais justo e evitando que deslizes em um único ponto comprometam as notas das escolas. A menor nota em cada quesito será descartada, e os jurados deverão registrar suas notas ao final de cada noite, ao invés de esperar o término de todos os desfiles.
Os enredos para 2024 refletem a rica diversidade cultural do Brasil. A UPM homenageará a Casa Branca do Engenho Velho, o primeiro terreiro de Candomblé do Brasil, enquanto a Viradouro trará a história de Malunguinho, um líder quilombola. A Mangueira celebrará a cultura banto, e a Mocidade abordará questões de conscientização ambiental através de uma viagem intergaláctica.
Além disso, a Portela prestará homenagem ao cantor Milton Nascimento, destacando sua importância na música brasileira. Cada escola promete trazer enredos que conectam tradições, resistência cultural e a luta por direitos, refletindo a essência do carnaval como uma manifestação de identidade e história.
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