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Google exclui datas culturais do calendário e gera polêmica entre usuários

- O Google removeu datas como o Mês da História Negra do seu calendário em 2025. - A mudança visa exibir apenas feriados públicos, segundo o site timeanddate.com. - Usuários criticaram a decisão, considerando-a um retrocesso na diversidade. - A alteração reflete uma tendência de grandes empresas em revisar políticas de diversidade. - A decisão coincide com ações do governo Trump que encerraram programas de DEI.

Em uma mudança significativa, o Google removeu do Google Agenda diversas datas comemorativas, como o Mês da História Negra, o Mês do Orgulho LGBTQ+ e o Mês dos Povos Indígenas. Essa alteração, que começou a ser efetivada em meados de 2024, foi notada por usuários no início de 2025, quando essas datas deixaram de aparecer […]

Em uma mudança significativa, o Google removeu do Google Agenda diversas datas comemorativas, como o Mês da História Negra, o Mês do Orgulho LGBTQ+ e o Mês dos Povos Indígenas. Essa alteração, que começou a ser efetivada em meados de 2024, foi notada por usuários no início de 2025, quando essas datas deixaram de aparecer automaticamente. A empresa justificou que o calendário agora mostrará apenas feriados públicos e comemorações nacionais, conforme informações do site timeanddate.com, baseado na Noruega.

A decisão do Google reflete uma reavaliação de suas políticas internas, especialmente em relação às metas de diversidade. Essa mudança ocorre em um contexto mais amplo, onde grandes empresas de tecnologia têm reduzido suas iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), especialmente após a eleição do ex-presidente Donald Trump. Em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva que encerrava programas de DEI, influenciando a abordagem de várias corporações.

Usuários expressaram descontentamento nas redes sociais e em páginas de suporte, considerando a remoção das datas um retrocesso na valorização da diversidade cultural. A mudança é vista por alguns como uma tentativa de neutralidade, enquanto outros lamentam a exclusão de marcos culturais importantes. Além disso, a recente decisão da Meta de permitir alegações de doença mental ou anormalidade com base em gênero ou orientação sexual em suas plataformas intensifica o debate sobre inclusão no setor.

A partir de agora, os usuários que desejarem incluir datas significativas em seus calendários terão que fazê-lo manualmente. Essa nova abordagem do Google levanta questões sobre a responsabilidade das empresas em promover a diversidade e a inclusão em suas plataformas, especialmente em um ambiente político e social em transformação.

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