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Como ajudar crianças a enfrentar a ansiedade em tempos de incerteza?

- A saúde mental infantil é afetada por tiroteios e excesso de informações. - Terapeutas Maria Evans e Ashley Graber criaram a estratégia SAFER para pais. - SAFER ajuda a mitigar a ansiedade, promovendo um ambiente seguro em casa. - Sintomas de ansiedade incluem dores de estômago e dificuldades de respiração. - A corregulação permite que a calma de um adulto ajude a tranquilizar a criança.

Um pai compartilhou que seu filho de 11 anos já tem um plano para reagir a um tiroteio na escola, optando por pular pela janela e correr. Após um simulado de lockdown, eles conversaram sobre a ansiedade que isso gera. O pai destacou que a preocupação do filho não se limita a tiroteios, mas também […]

Um pai compartilhou que seu filho de 11 anos já tem um plano para reagir a um tiroteio na escola, optando por pular pela janela e correr. Após um simulado de lockdown, eles conversaram sobre a ansiedade que isso gera. O pai destacou que a preocupação do filho não se limita a tiroteios, mas também envolve questões pessoais e a influência do mundo ao seu redor. Essa situação reflete uma realidade comum, onde muitas crianças enfrentam desafios relacionados à saúde mental, levando os pais a se preocuparem. Maria Evans, coautora do livro “Raising Calm Kids in a World of Worry”, observa que o excesso de informações contribui para a ansiedade nas crianças.

Evans e sua coautora, Ashley Graber, desenvolveram a estratégia parental SAFER, que ajuda os pais a lidarem com a ansiedade dos filhos. A sigla representa: Estabelecer o tom, Permitir que os sentimentos guiem comportamentos, Formar identidade, Envolver-se como um profissional e Ser um modelo. Essa estrutura visa criar um ambiente seguro e acolhedor, promovendo a segurança psicológica nas famílias. Os especialistas ressaltam a importância de os pais reconhecerem sinais de ansiedade, como dores de estômago e comportamentos de evitação, para melhor apoiar seus filhos.

Para criar um ambiente calmo, mesmo quando os pais não se sentem assim, Evans sugere encontrar pequenos momentos de tranquilidade e compartilhar esses instantes com os filhos. Isso ajuda a regular o sistema nervoso e a estabelecer uma comunicação mais eficaz. Graber complementa que a prática de momentos de calma pode levar a uma sensação de tranquilidade mais frequente. Além disso, os pais devem evitar transmitir suas próprias ansiedades, adotando um “enquadramento seguro” ao falarem sobre o mundo, o que influencia a percepção das crianças.

A corregulação é uma técnica que permite que a calma de um adulto ajude a acalmar uma criança ansiosa. Isso pode ser feito através de comportamentos não verbais, como a respiração tranquila. Evans também enfatiza a importância da autoempatia, sugerindo que os pais sejam gentis consigo mesmos e evitem críticas negativas, pois isso impacta diretamente a forma como os filhos se veem. Para lidar com o excesso de pensamento, Graber recomenda estabelecer horários específicos para preocupações, permitindo que as crianças expressem seus sentimentos, mas também incentivando limites para não ficarem presas a esses pensamentos.

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