A Nintendo continua a ser a única fabricante de consoles que exige uma assinatura mensal para acessar seus jogos clássicos, ao invés de permitir a compra avulsa. Desde o lançamento do Switch Online em 2018, a plataforma ofereceu uma biblioteca crescente de jogos, começando com títulos do NES por R$ 20 anuais. Com a adição […]
A Nintendo continua a ser a única fabricante de consoles que exige uma assinatura mensal para acessar seus jogos clássicos, ao invés de permitir a compra avulsa. Desde o lançamento do Switch Online em 2018, a plataforma ofereceu uma biblioteca crescente de jogos, começando com títulos do NES por R$ 20 anuais. Com a adição de jogos do SNES, Nintendo 64 e Sega Genesis, o preço subiu para R$ 50, incluindo agora mais de 200 jogos de várias gerações. Essa abordagem de “aluguel” de jogos em 2025 levanta questionamentos sobre a viabilidade e a justiça do modelo.
Historicamente, a Nintendo foi pioneira na venda de jogos antigos digitalmente, com o Virtual Console do Wii em 2006. No entanto, a falta de continuidade na compra de jogos entre consoles gerou frustração entre os usuários, que precisavam comprar os mesmos títulos repetidamente. O Switch Online parecia promissor ao oferecer uma biblioteca única, mas a falta de um modelo de compra direta para jogos clássicos fez com que muitos sentissem que a empresa perdeu a oportunidade de modernizar sua abordagem.
Com a confirmação de retrocompatibilidade para o Switch 2, muitos esperam que a Nintendo retome o modelo do Virtual Console. Contudo, a preocupação é que a empresa continue a cobrar taxas anuais para acessar jogos que poderiam ser adquiridos permanentemente. A comparação com serviços como Game Pass, que ainda permite a compra de jogos, destaca a necessidade de uma mudança na estratégia da Nintendo.
Outras desenvolvedoras, como Capcom e Konami, têm mostrado que é possível vender coleções de jogos antigos com recursos adicionais. A crítica de que a Nintendo se recusa a adotar práticas que beneficiariam seus consumidores é recorrente. A expectativa é que a chegada do Switch 2 traga uma evolução na forma como a Nintendo lida com seu catálogo de jogos clássicos, mas a incerteza persiste.
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