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QuEra conquista investimento de US$ 230 milhões em tecnologia de qubits com átomos

- A QuEra captou US$230 milhões, um dos maiores investimentos em computação quântica. - A tecnologia de átomos neutros avança, rivalizando com IBM e Google no setor. - Neutral atoms são estáveis e não requerem sistemas de resfriamento volumosos. - Avanços desde 2019 melhoraram a precisão das operações quânticas. - QuEra, originada de Harvard e MIT, busca construir computadores quânticos robustos.

A empresa QuEra anunciou, em 11 de fevereiro, que levantou US$ 230 milhões em financiamento, marcando um dos maiores investimentos individuais em uma empresa de computação quântica até o momento. A QuEra, originada de pesquisas na Universidade de Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, utiliza átomos e lasers para codificar qubits, os blocos […]

A empresa QuEra anunciou, em 11 de fevereiro, que levantou US$ 230 milhões em financiamento, marcando um dos maiores investimentos individuais em uma empresa de computação quântica até o momento. A QuEra, originada de pesquisas na Universidade de Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, utiliza átomos e lasers para codificar qubits, os blocos fundamentais de um computador quântico. Este investimento destaca o crescente interesse e potencial da tecnologia de átomos neutros, que está se aproximando de líderes do setor, como a IBM.

A tecnologia de átomos neutros é considerada promissora, pois esses átomos são estáveis e podem manter seus estados quânticos sem a necessidade de sistemas de resfriamento volumosos. Doug Finke, cientista da computação da Global Quantum Intelligence, afirmou que este é o maior investimento de risco em uma empresa de átomos neutros até agora. Apesar de desafios anteriores relacionados à precisão das operações, avanços desde 2019 têm melhorado significativamente a capacidade de controle dos átomos, tornando suas operações comparáveis a outras tecnologias de hardware.

O entusiasmo em torno da computação quântica baseada em átomos está crescendo, com empresas como IonQ e Google também explorando diferentes abordagens, como íons aprisionados e circuitos supercondutores. A QuEra não está sozinha nessa corrida; outras empresas, como Atom Computing, Infleqtion e Pasqal, também estão desenvolvendo máquinas com centenas de qubits. A meta do setor é criar computadores quânticos capazes de realizar cálculos úteis, o que exigirá a colaboração de dezenas de milhares de qubits para superar os erros inerentes aos sistemas quânticos.

Os planos da QuEra e de outras empresas para expandir o número de qubits interativos são considerados entre os mais ambiciosos da indústria. A expectativa é que, com o avanço contínuo da tecnologia, a computação quântica baseada em átomos neutros possa se tornar uma alternativa viável e competitiva no mercado, desafiando as soluções já estabelecidas.

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