A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou, nesta sexta-feira, 14, o início de uma investigação sobre os alertas de terremoto enviados pelo Google para dispositivos Android. A Anatel esclareceu que esse serviço é distinto da tecnologia Cell Broadcast, utilizada pela Defesa Civil através da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Em nota, a agência […]
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou, nesta sexta-feira, 14, o início de uma investigação sobre os alertas de terremoto enviados pelo Google para dispositivos Android. A Anatel esclareceu que esse serviço é distinto da tecnologia Cell Broadcast, utilizada pela Defesa Civil através da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Em nota, a agência destacou que o sistema já enviou notificações com sucesso em mais de 150 ocasiões desde 4 de dezembro do ano passado, enfatizando a necessidade de “garantir a credibilidade desse sistema”.
A investigação foi instaurada para avaliar possíveis irregularidades no envio dos alertas, especialmente após um aviso que indicava um tremor no oceano, a cerca de 55 quilômetros de Ubatuba, litoral paulista. A mensagem chegou a usuários em São Paulo, a aproximadamente 230 quilômetros do local. A Defesa Civil do estado, com informações do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), negou a ocorrência de qualquer abalo sísmico, afirmando que “não há nenhuma ocorrência relacionada com terremoto em atendimento”.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou apenas um terremoto na América do Sul nesta data, com magnitude 5,2, próximo à costa do Equador. A informação incorreta que circulou em celulares de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo mencionava um tremor de 5,5 graus na escala Richter. Sismos nessa faixa de magnitude não costumam causar danos em edificações bem construídas, mas podem resultar em sérios danos estruturais em construções de baixa resistência.
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