Uma maleta de couro pertencente a Howard Carter, o arqueólogo que descobriu a tumba de Tutancâmon, foi encontrada em Bishop Auckland, na Inglaterra. Carter utilizou a bolsa em suas expedições durante as décadas de 1920 e 1930 e a presenteou ao amigo John Healey antes de falecer em 1939. O filho de Healey, Derek Healey, […]
Uma maleta de couro pertencente a Howard Carter, o arqueólogo que descobriu a tumba de Tutancâmon, foi encontrada em Bishop Auckland, na Inglaterra. Carter utilizou a bolsa em suas expedições durante as décadas de 1920 e 1930 e a presenteou ao amigo John Healey antes de falecer em 1939. O filho de Healey, Derek Healey, decidiu leiloar o item, que estava guardado sob sua cama desde a morte do pai nos anos 1970. Para isso, ele contatou o especialista em antiguidades David Harper.
Harper, conhecido por suas aparições em programas de televisão sobre história, detalhou a maleta em um vídeo no seu canal no YouTube, ressaltando seu valor histórico. Ele afirmou: “Essa maleta certamente não carregou somente roupas. Deve ter carregado importantes documentos, papéis e até mesmo artefatos.” As iniciais “H/C” estão inscritas na lateral da maleta, confirmando sua propriedade por Carter. Junto à bolsa, será leiloado o guia “The Nile, Notes for Travelers in Egypt”, publicado em 1890, com uma estimativa de valor superior a 1900$.
Howard Carter, que se destacou por encontrar o túmulo de Tutancâmon em 1922, tornou-se uma figura icônica na arqueologia. O faraó, que governou entre os nove e dez anos e morreu aos dezoito, teve sua tumba descoberta no Vale dos Reis, repleta de tesouros, incluindo peças de ouro e carruagens. A liberação da tumba levou uma década e consolidou Carter como um renomado arqueólogo internacionalmente.
A morte de Carter, em decorrência de um linfoma de Hodgkin, gerou especulações sobre a famosa “Maldição de Tutancâmon”. Essa maldição supostamente teria causado a morte de vários membros da equipe de Carter após a descoberta, com vinte e duas mortes registradas nos seis anos seguintes. A história continua a fascinar estudiosos e entusiastas da arqueologia.
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