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Ratos demonstram instinto de ‘primeiros socorros’ para salvar parceiros em perigo

- Cientistas da Califórnia e da China descobriram comportamentos de socorro em ratos. - Ratos limparam as vias aéreas de parceiros inconscientes, ativados pela oxitocina. - Estudo filmou interações de ratos, mostrando ações de ajuda em 47% do tempo. - Comportamentos de socorro são comuns no reino animal, como em elefantes e golfinhos. - Descobertas ampliam entendimento sobre instintos de ajuda em situações de emergência.

Cientistas da Califórnia e da China descobriram que ratos demonstram um comportamento instintivo de ajuda entre si em situações de emergência. Segundo o jornal inglês Daily Mail, os roedores possuem técnicas que se assemelham a “primeiros socorros”. Em um experimento, um rato foi filmado abrindo a boca de um parceiro inconsciente e puxando sua língua […]

Cientistas da Califórnia e da China descobriram que ratos demonstram um comportamento instintivo de ajuda entre si em situações de emergência. Segundo o jornal inglês Daily Mail, os roedores possuem técnicas que se assemelham a “primeiros socorros”. Em um experimento, um rato foi filmado abrindo a boca de um parceiro inconsciente e puxando sua língua para desobstruir as vias aéreas. Essa ação é atribuída à ativação da oxitocina, conhecida como “hormônio do amor”.

As descobertas foram publicadas por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC), da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e da Universidade de Ciência e Tecnologia da China. Os especialistas ressaltam que, assim como os humanos, que frequentemente realizam manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em emergências, os ratos também exibem comportamentos semelhantes. No entanto, a presença de tais comportamentos em animais não era clara até este estudo.

Para investigar, os pesquisadores separaram ratos em casais, com um deles anestesiado. Durante uma observação de 13 minutos, os ratos conscientes interagiram com o parceiro inconsciente por cerca de 47% do tempo, realizando ações como puxar a língua em mais de 50% das vezes e removendo objetos da boca em 80% das situações. Essas ações não parecem ser motivadas por curiosidade ou desejo de interação social, mas sim por um instinto de ajuda.

Além disso, um estudo da Universidade do Colorado em Boulder sugere que o “impulso inato de salvar uma vida” é comum entre várias espécies. Relatos mostram que elefantes, chimpanzés e golfinhos também reconhecem e ajudam indivíduos incapacitados, demonstrando que comportamentos altruístas não são exclusivos dos humanos.

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