Na manhã deste domingo (2), o Império Serrano fez sua apresentação na Série Ouro do Carnaval 2025, marcando sua saída sem fantasias, mas repleta de emoção. A escola foi a mais impactada pelo incêndio na Maximus Confecções, ocorrido em 12 de janeiro, que destruiu 95% das roupas de suas alas e carros. Por conta disso, […]
Na manhã deste domingo (2), o Império Serrano fez sua apresentação na Série Ouro do Carnaval 2025, marcando sua saída sem fantasias, mas repleta de emoção. A escola foi a mais impactada pelo incêndio na Maximus Confecções, ocorrido em 12 de janeiro, que destruiu 95% das roupas de suas alas e carros. Por conta disso, não foi julgada, assim como as agremiações Unidos da Ponte e Unidos de Bangu. Apesar de não correr risco de rebaixamento, a Serrinha ignorou o regulamento e ocupou a Sapucaí por 94 minutos, quase o dobro do limite permitido de 55 minutos.
Durante o desfile, o carro de som trocou o samba-enredo em homenagem a Beto Sem Braço por hinos históricos, enquanto muitos componentes, emocionados, desfilaram apenas com camisas e batas, já que a maioria das fantasias foi perdida. Um dos carros apresentou problemas mecânicos, travando a entrada do próximo, obrigando os destaques a seguirem a pé. O intérprete Kléber Simpatia fez um apelo à comunidade, ressaltando que o Carnaval é uma celebração simples e que a escola deveria aproveitar a oportunidade de cantar com alegria.
Benito Batera, membro da Velha-Guarda e filho de um dos fundadores, expressou sua emoção ao lembrar que este era um ano para tentar retornar ao Grupo Especial. Ele destacou a capacidade de reinvenção do Império Serrano, afirmando que a escola sempre renasce das dificuldades. O desfile homenageou Laudeni Casemiro, conhecido como Beto Sem Braço, um importante compositor que ajudou a moldar a identidade da escola no Carnaval carioca, celebrando sua contribuição com a música “O que espanta a miséria é festa”.
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