A escola de samba Paraíso do Tuiuti irá homenagear Xica Manicongo, a primeira mulher trans documentada no Brasil, durante o desfile de 2024. A apresentação contará com a participação de 28 pessoas trans, incluindo artistas, políticas e ativistas. A deputada federal Erika Hilton será agraciada com o título de Cidadã Honorária na Marquês de Sapucaí, […]
A escola de samba Paraíso do Tuiuti irá homenagear Xica Manicongo, a primeira mulher trans documentada no Brasil, durante o desfile de 2024. A apresentação contará com a participação de 28 pessoas trans, incluindo artistas, políticas e ativistas. A deputada federal Erika Hilton será agraciada com o título de Cidadã Honorária na Marquês de Sapucaí, em reconhecimento à sua luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. O decreto legislativo que propôs a comenda foi elaborado pela vereadora Thais Ferreira (PSOL/RJ).
Hilton expressou sua alegria ao receber a homenagem, destacando a importância de Xica Manicongo como símbolo de resistência. “Nós existimos, nós sempre renascemos da fumaça”, afirmou, ressaltando que o carnaval é um espaço para afirmar a luta por dignidade e cidadania. Ela também enfatizou que a democracia no Brasil é comprometida enquanto a violência contra a população LGBTQIAPN+ persistir.
Xica Manicongo, originalmente chamada de Francisco, viveu em um contexto de escravidão, onde buscou preservar suas práticas religiosas e encontrou abrigo com o povo Tupinambá na Bahia. O carnavalesco Jack Vasconcelos explicou que o enredo da escola reflete a luta por identidade e liberdade, incorporando elementos culturais e históricos que ressaltam a resistência.
O samba-enredo traz letras que abordam a dualidade da identidade e a luta contra o preconceito. Frases como “Só não venha me julgar” e “Eu sou a transição” expressam a busca por aceitação e a afirmação da identidade trans. A apresentação promete ser um poderoso manifesto cultural, celebrando a diversidade e a resistência da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil.
Entre na conversa da comunidade