Em 16 de fevereiro de 2024, a Mocidade Independente de Padre Miguel anunciou o retorno do carnavalesco Renato Lage, que já conquistou três dos seis títulos da escola. A agremiação, que enfrentou dificuldades nos últimos carnavais, com penúltima posição em 2023, busca reviver seus tempos de glória. Contudo, a morte de Márcia Lage, sua esposa […]
Em 16 de fevereiro de 2024, a Mocidade Independente de Padre Miguel anunciou o retorno do carnavalesco Renato Lage, que já conquistou três dos seis títulos da escola. A agremiação, que enfrentou dificuldades nos últimos carnavais, com penúltima posição em 2023, busca reviver seus tempos de glória. Contudo, a morte de Márcia Lage, sua esposa e parceira de trabalho, em janeiro, trouxe um desafio emocional para Renato, que decidiu continuar seu trabalho no barracão.
Renato, que vestia uma camisa com o rosto de Márcia, destacou a importância de superar a dor e manter o espetáculo vivo. Ele mencionou que o objetivo do casal ao retornar era resgatar a atmosfera de sua primeira passagem pela escola, embora reconhecesse que a equipe atual é diferente. O carnavalesco também comentou sobre as dificuldades enfrentadas, incluindo a prisão do patrono Rogério Andrade e a necessidade de um suporte financeiro mais ágil por parte da Liesa.
Horas antes do desfile, a Mocidade prestou homenagem a Márcia, reconhecendo sua contribuição fundamental para a escola. O diretor de carnaval, Mauro Amorim, afirmou que, apesar da perda, o trabalho de Renato fluiu, resultando em um desfile bonito. Essa não é a primeira vez que Renato enfrenta uma tragédia antes do carnaval; em 2002, perdeu seu filho em um acidente, mas também mergulhou no trabalho para lidar com a dor.
Para o carnaval de 2024, Renato, agora com 75 anos, escolheu o enredo “Voltando para o futuro não há limites pra sonhar”, que busca resgatar a identidade da Mocidade. A pesquisa para o desfile foi realizada por Márcia, e o enredo propõe reflexões sobre a relação do homem com o planeta, mantendo a conexão com o passado. O famoso verso de 1996, “A mão que faz a bomba faz o samba”, foi adaptado para “A mão que faz a bomba se arrepende”, refletindo a nova proposta da agremiação.
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