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Pandas gigantes revelam segredos sobre sua dieta herbívora através de microARN do bambu

- Estudo revela que microARNs do bambu influenciam dieta dos pandas gigantes. - Pesquisadores identificaram 57 microARNs em amostras de sangue de pandas. - MicroARNs ajustam dopamina, afetando preferências alimentares dos pandas. - Conservação do panda gigante é vital; espécie é considerada vulnerável. - Iniciativas da WWF e zoológicos ajudam a proteger habitats e reproduzir pandas.

O panda gigante, um verdadeiro urso, é um carnívoro que se adapta a uma dieta predominantemente herbívora, com o bambú como alimento principal. Apesar de não possuir enzimas para digerir a celulose, ele passa até 14 horas por dia mastigando essa planta. Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Veterinary Science sugere que o […]

O panda gigante, um verdadeiro urso, é um carnívoro que se adapta a uma dieta predominantemente herbívora, com o bambú como alimento principal. Apesar de não possuir enzimas para digerir a celulose, ele passa até 14 horas por dia mastigando essa planta. Um estudo recente publicado na revista Frontiers in Veterinary Science sugere que o microARN do bambu pode influenciar a resposta dos pandas a esse alimento, ajustando seus níveis de dopamina e, consequentemente, suas preferências alimentares.

Pesquisadores da Universidade Normal do Oeste da China analisaram amostras de sangue de sete pandas gigantes e identificaram 57 microARN derivados do bambu. Esses microARN, que são moléculas que regulam processos de desenvolvimento em plantas, podem também afetar o olfato e o gosto dos pandas, impactando seus hábitos alimentares. O estudo revela que, ao longo da vida, os pandas acumulam essas moléculas, que regulam diversos processos fisiológicos, como crescimento e comportamento.

A adaptação do panda gigante à dieta herbívora é um tema de interesse para cientistas. Em 2009, foi descoberto que o panda não possui os genes necessários para digerir vegetais. Além disso, análises do microbioma intestinal mostraram que seus intestinos contêm microbios típicos de carnívoros. O especialista Alejandro Cabrera afirma que o bambu pode atravessar as células sanguíneas, facilitando a metabolização da dopamina, o que leva o panda a continuar consumindo essa planta.

Atualmente, a União Internacional para a Conservação da Natureza classifica o panda gigante como vulnerável. Desde a década de 1980, a WWF tem trabalhado na conservação da espécie, protegendo mais de 70% de seus habitats naturais na China. O Zoo Aquarium de Madrid também contribui para a conservação, tendo criado com sucesso seis pandas gigantes, um feito histórico para zoológicos europeus.

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