A presença feminina no setor de tecnologia tem aumentado nas últimas décadas, impulsionada pelo acesso ao ensino superior e iniciativas de inclusão. Entre 2010 e 2021, as mulheres representaram 88% das matrículas nas universidades e alcançaram uma taxa de conclusão de 35% em cursos superiores, conforme levantamento da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) da Confederação […]
A presença feminina no setor de tecnologia tem aumentado nas últimas décadas, impulsionada pelo acesso ao ensino superior e iniciativas de inclusão. Entre 2010 e 2021, as mulheres representaram 88% das matrículas nas universidades e alcançaram uma taxa de conclusão de 35% em cursos superiores, conforme levantamento da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, a desigualdade persiste no mercado de trabalho, com apenas 13,3% das matrículas em cursos de computação e 21,6% em engenharia ocupadas por mulheres, segundo o Censo da Educação Superior de 2021.
A produção científica também evidencia essa disparidade, com 75% dos artigos acadêmicos em computação e matemática sendo assinados por homens. Nos cargos de liderança, os desafios são ainda mais significativos. Elisa Mussolino, Strategic Project Manager da Paag, destaca que trabalhar no setor é estar em um “espaço desafiador e cheio de oportunidades”. Ela acredita que a presença feminina traz “soluções mais criativas, inclusivas e inovadoras”, embora ainda enfrente barreiras estruturais.
Na Paag, as mulheres representam 27% do quadro de funcionários, com 24 colaboradoras entre 90 profissionais. Giovana Albuquerque, Product Manager da empresa, observa que o cenário está mudando e que a diversidade trará benefícios ao setor. “Com mais programas de incentivo, capacitação e exemplos de mulheres bem-sucedidas, a presença feminina aumentará tanto em cargos técnicos quanto em lideranças”, afirma.
A ampliação da participação feminina na tecnologia também envolve a construção de um legado de empoderamento. Maísa Souza, Customer Service Operations Supervisor da Paag, ressalta que estão contribuindo para inspirar mulheres no setor. Mussolino acredita que o reconhecimento precisa avançar, mas o futuro promete um cenário mais equilibrado. “Nossa forma de pensar e liderar será cada vez mais valorizada, agregando valor às empresas e ao mercado como um todo”, conclui.
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