O empresário Bryan Johnson é o protagonista do documentário “Don’t Die: The Man Who Wants to Live Forever”, que explora a busca pela extensão da vida. Essa indústria tem atraído atenção desde as décadas de 1970 e 80, quando o especialista em prolongamento da vida Durk Pearson se destacou no programa The Merv Griffin Show. […]
O empresário Bryan Johnson é o protagonista do documentário “Don’t Die: The Man Who Wants to Live Forever”, que explora a busca pela extensão da vida. Essa indústria tem atraído atenção desde as décadas de 1970 e 80, quando o especialista em prolongamento da vida Durk Pearson se destacou no programa The Merv Griffin Show. Pearson e sua parceira, Sandy Shaw, publicaram o best-seller “Life Extension: A Practical Scientific Approach”, que sugeria o uso de suplementos como colina e vitamina B5 para melhorar a saúde. Ambos faleceram em idades avançadas, mas suas vidas não foram significativamente mais longas do que as de pessoas em condições semelhantes.
O Project Blueprint de Johnson inclui práticas extremas, como a ingestão de mais de 100 comprimidos diários e transfusões de plasma, algumas provenientes de seu filho. Outros bilionários, como Jeff Bezos e os fundadores do Google, também investem em pesquisas para prolongar a vida, utilizando medicamentos senolíticos e hormônios de crescimento humano. Embora esses investimentos possam ser motivados pelo medo da morte, levantam questões éticas sobre a qualidade da vida em comparação à quantidade.
Cícero, em seu texto “On Aging”, discute as vantagens do envelhecimento, argumentando que a sabedoria e a experiência dos mais velhos são valiosas. Ele sugere que a qualidade de vida é mais importante do que a longevidade, afirmando que viver bem é preferível a viver muito. Essa perspectiva questiona se a busca incessante pela imortalidade realmente traz benefícios, considerando que a morte é uma parte natural da vida.
A reflexão sobre a extensão da vida também envolve dilemas morais. Se as vidas de pessoas como Einstein fossem prolongadas, os impactos positivos poderiam ser superados por consequências negativas de figuras como Stalin. Pearson via o prolongamento da vida como um desafio biomédico, mas a verdadeira questão pode ser como usar o tempo de vida para ajudar os outros, como expressou Susan B. Anthony: “Quanto mais velha eu fico, mais poder pareço ter para ajudar o mundo.”
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