A obra “Fucked Feminist Fans. Los orígenes del #MeToo desde la cultura pop musical”, da voz à doutora em jornalismo Leyre Marinas, que analisa a evolução do conceito de groupies. Originalmente, o termo surgiu em 1969, associado à misoginia da revista Rolling Stone, e hoje representa ícones da cultura pop. Marinas destaca que a romantização […]
A obra “Fucked Feminist Fans. Los orígenes del #MeToo desde la cultura pop musical”, da voz à doutora em jornalismo Leyre Marinas, que analisa a evolução do conceito de groupies. Originalmente, o termo surgiu em 1969, associado à misoginia da revista Rolling Stone, e hoje representa ícones da cultura pop. Marinas destaca que a romantização das atitudes machistas dos músicos em relação às suas fãs moldou um ambiente onde o desejo feminino era controlado.
As groupies, conforme a Fundéu, são seguidores de artistas, especialmente mulheres jovens que buscam intimidade. Apesar de décadas de estigmatização, Marinas argumenta que as fãs têm um papel ativo na denúncia de dinâmicas de poder abusivas na indústria. O movimento #FreeBritney exemplifica como os fandoms podem influenciar mudanças significativas, evidenciando abusos sistêmicos e promovendo discussões sobre sexismo.
O movimento Riot Grrrl, que emergiu nos anos 90, uniu punk e ativismo feminista, abordando questões como violência de gênero e a falta de espaço para mulheres na música. Bandas como Bikini Kill e Sleater-Kinney se tornaram símbolos desse ativismo, transformando a raiva em música e desafiando a percepção negativa das mulheres na indústria musical.
Marinas também ressalta que, apesar do impacto do #MeToo, as dinâmicas de poder permanecem. Em 2024, surgiram novas denúncias de agressão sexual contra artistas, evidenciando a persistência do patriarcado. A união das mulheres e a luta contínua contra abusos são essenciais para provocar mudanças reais na cultura.
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