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Fleur Jaeggy retorna com obras que revelam sua escrita hipnótica e enigmática

- Fleur Jaeggy, escritora suíça, lança coletânea de suas duas primeiras novelas. - Obras "El dedo en la boca" e "Las estatuas de agua" são relançadas em volume único. - Editora Tusquets anuncia criação da Biblioteca Fleur Jaeggy para relançar sua obra. - Jaeggy é reconhecida por sua prosa hipnótica e conexão com a literatura austriaca. - Suas histórias exploram temas de solidão e complexidade emocional, marcando a memória.

Fleur Jaeggy, escritora suíça de 84 anos, afirma que suas obras não são escritas por ela, mas por sua máquina de escrever, chamada Hermes, que a acompanha há mais de 50 anos. Jaeggy, que escreve em italiano, é reconhecida por sua literatura intensa e claustrofóbica, tendo se destacado na cena literária europeia em 1991 com […]

Fleur Jaeggy, escritora suíça de 84 anos, afirma que suas obras não são escritas por ela, mas por sua máquina de escrever, chamada Hermes, que a acompanha há mais de 50 anos. Jaeggy, que escreve em italiano, é reconhecida por sua literatura intensa e claustrofóbica, tendo se destacado na cena literária europeia em 1991 com a obra Los hermosos años del castigo. Seu estilo é descrito como hipnótico e metafísico, explorando o inconsciente humano.

Recentemente, suas primeiras novelas, El dedo en la boca e Las estatuas de agua, foram relançadas em um único volume pela editora Tusquets. O editor Juan Cerezo destaca que Jaeggy é uma autora moderna e radical, abordando temas de personagens marginalizados com uma lucidez fria. Ele menciona que a recuperação dessas obras é uma resposta à necessidade de redescobrir sua literatura, que se destaca pela forma como revela o que normalmente é oculto.

El dedo en la boca narra a história de Lung L., uma jovem que oscila entre a realidade e a fantasia, enquanto Las estatuas de agua apresenta Beeklam, um homem excêntrico que vive em uma villa decadente. Ambas as narrativas são marcadas por um forte estranhamento da realidade, com uma estrutura fragmentada que desafia a linearidade da leitura. Jaeggy dedica a segunda obra à sua amiga Ingeborg Bachmann, refletindo sobre a perda e a memória.

Jaeggy, que também colaborou com o músico Franco Battiato sob o pseudônimo de Carlotta Wieck, expressa em entrevistas que a escrita é um processo enigmático e que, embora não se sinta solitária, pode um dia parar de escrever. Em 2024, mais obras dela, como El ángel de la guarda e Proleterka, serão relançadas, continuando a celebração de sua contribuição à literatura contemporânea.

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