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Dormir mal aumenta a vulnerabilidade a teorias da conspiração, revela estudo britânico

Pessoas com sono ruim, especialmente com insônia severa, tendem a acreditar mais em teorias da conspiração, revela estudo da Universidade de Nottingham.

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, identificaram uma conexão entre a qualidade do sono e a propensão a acreditar em teorias da conspiração. O estudo, publicado no Journal of Health Psychology, analisou 1.100 participantes e revelou que aqueles que dormem menos de seis horas por noite ou têm sono de má qualidade tendem a […]

Pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, identificaram uma conexão entre a qualidade do sono e a propensão a acreditar em teorias da conspiração. O estudo, publicado no Journal of Health Psychology, analisou 1.100 participantes e revelou que aqueles que dormem menos de seis horas por noite ou têm sono de má qualidade tendem a ser mais suscetíveis a essas crenças. O primeiro experimento envolveu 540 pessoas, que foram expostas a uma teoria da conspiração sobre o incêndio da Catedral de Notre Dame em 2019. Os resultados mostraram que os participantes com sono ruim eram mais inclinados a acreditar na versão conspiratória.

No segundo experimento, com 575 participantes, os pesquisadores avaliaram fatores psicológicos como ansiedade, raiva, depressão e paranoia. A análise revelou um “ciclo de sono de crenças conspiratórias”, onde a má qualidade do sono prejudica a saúde mental, tornando os indivíduos mais vulneráveis a teorias conspiratórias. Essa relação é especialmente forte entre aqueles que sofrem de insônia severa, que podem ver as teorias conspiratórias como um mecanismo de defesa para lidar com suas emoções negativas.

Os pesquisadores destacaram que, para pessoas em estado depressivo, as teorias da conspiração podem oferecer uma explicação que se alinha melhor com sua visão de mundo, tornando-as mais atraentes. Por outro lado, a ansiedade não foi identificada como um fator que aumenta a crença em teorias conspiratórias, indicando que a relação é mais complexa do que se pensava.

Esses achados sugerem que a qualidade do sono e a saúde mental estão interligadas, influenciando a forma como as pessoas percebem o mundo ao seu redor. A pesquisa destaca a importância de abordar problemas de sono e saúde mental para mitigar a vulnerabilidade a crenças conspiratórias.

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