A inflação no setor de saúde no Brasil deve alcançar quase 13% em 2024, conforme relatório da consultoria Mercer Marsh. Esse índice se refere aos produtos e serviços médico-hospitalares pagos por operadoras de planos de saúde e, se confirmado, será mais que o dobro da previsão de 5,66% para o Índice Nacional de Preços ao […]
A inflação no setor de saúde no Brasil deve alcançar quase 13% em 2024, conforme relatório da consultoria Mercer Marsh. Esse índice se refere aos produtos e serviços médico-hospitalares pagos por operadoras de planos de saúde e, se confirmado, será mais que o dobro da previsão de 5,66% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o Boletim Focus do Banco Central. Essa taxa representa um retorno aos níveis de inflação do setor observados antes da pandemia de covid-19.
Em 2019, a inflação médica foi de 13,86%, enquanto o IPCA subiu 4,31%. A Mercer Marsh entrevistou 255 seguradoras de planos de saúde em 55 países para elaborar suas estimativas. Os dados indicam que a expectativa de inflação no Brasil é superior à média de 10,4% dos países latino-americanos, com apenas México e Colômbia prevendo aumentos superiores, ambos em 14%.
Além disso, a inflação brasileira no setor de saúde deve superar a média global de 10,8%. A alta dos preços no Brasil é influenciada pela variação cambial, uma vez que parte dos custos está atrelada ao dólar devido à importação de insumos e equipamentos. A consultoria destaca que o aumento na incidência de câncer em pessoas com menos de 50 anos é um dos principais fatores para o crescimento dos custos, mencionado por 82% das empresas entrevistadas.
Para lidar com a pressão inflacionária, as operadoras de saúde planejam intensificar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Essas ferramentas serão aplicadas na detecção de fraudes, desperdícios e na análise de sinistros, buscando mitigar os impactos da inflação no setor.
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