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Jovens com síndrome de Down encontram no Instituto Unidown um novo caminho para a alfabetização e o mercado de trabalho

Instituto Unidown promove curso de alfabetização para jovens com síndrome de Down, visando prepará-los para o mercado de trabalho.

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O Instituto Unidown lançou um curso de alfabetização para jovens com Síndrome de Down, focando em leitura e escrita para prepará-los para o mercado de trabalho. O curso começou em março e tem 12 alunos que participam de aulas semanais. A metodologia utiliza o jornal Joca, que é fácil de entender e aborda temas interessantes para os jovens. Os alunos comentam as notícias, criam um banco de palavras e praticam a escrita em grupo. A iniciativa surgiu devido à baixa taxa de alfabetização entre os atendidos pelo instituto, onde apenas 8,7% são totalmente alfabetizados. As aulas acontecem na sede do instituto em São Paulo e uma avaliação em junho decidirá se os alunos continuarão no curso.

Instituto Unidown lança curso de alfabetização para jovens com Síndrome de Down

São Paulo – O Instituto Unidown lançou um curso de alfabetização inovador, com foco em leitura e escrita, para preparar jovens com Síndrome de Down para o mercado de trabalho. A iniciativa visa superar a baixa taxa de alfabetização e as dificuldades enfrentadas em processos seletivos.

O curso, iniciado em março, conta com 12 alunos que participam de aulas semanais. A metodologia utiliza o jornal infantojuvenil Joca como ferramenta didática, aprimorando a oralidade, o conhecimento sobre atualidades e a compreensão textual.

Recurso didático facilita aprendizado

Cristina Harich, diretora educacional da editora Magia de Ler, explica que o Joca possui linguagem acessível e temas de interesse infantojuvenil. “Ele é dividido em seções, com assuntos atuais, como a Guerra da Ucrânia, comunicados de forma neutra”, afirma.

A dinâmica da “roda de notícias” é um dos pontos altos do curso. Os alunos comentam as matérias, criam um banco de palavras e desenvolvem a escrita coletiva. “Queríamos dar um repertório de mundo e a capacidade de falar sobre o que está acontecendo hoje”, explica Gizele Caparroz, idealizadora do curso.

Baixa alfabetização motiva a criação do curso

A criação do curso foi motivada pela baixa taxa de alfabetização entre as mais de 1.300 pessoas atendidas pelo Unidown: apenas 8,7% são totalmente alfabetizadas e 1,3% conseguem usar transporte público sozinhos. Essa dificuldade impactava o sucesso em capacitações em áreas como informática e atendimento.

As aulas, divididas em dois níveis de proficiência, acontecem na sede do instituto, na Lapa, zona oeste de São Paulo. Uma avaliação em junho determinará a continuidade dos alunos no segundo semestre. O curso busca garantir o direito à educação de qualidade, reforçado pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência, de 2015.

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