A Eli Lilly anunciou que vai fabricar sua nova pílula para perda de peso, chamada orforglipron, nos Estados Unidos, após pressão do ex-presidente Donald Trump para que empresas retornem a produção ao país. O CEO da empresa, Dave Ricks, disse que estão orgulhosos de produzir o medicamento nos EUA e distribuí-lo globalmente. O orforglipron é considerado um avanço no tratamento da obesidade, um mercado que pode chegar a US$ 130 bilhões até 2030, e os testes mostraram que ele tem resultados semelhantes ao Ozempic. Após o anúncio, as ações da Eli Lilly subiram 14%. Produzir nos EUA ajuda a evitar tarifas que poderiam ser impostas. A empresa já havia anunciado um investimento de pelo menos US$ 27 bilhões para construir quatro novas fábricas no país. A pílula ainda precisa ser aprovada pelos órgãos reguladores e só estará disponível em 2026. A Eli Lilly está se preparando para atender a demanda global e evitar escassez. Ricks também destacou a importância de manter um peso saudável para prevenir doenças crônicas, alinhando-se a propostas de saúde pública. No entanto, o governo Trump não tem apoiado amplamente o uso de medicamentos para perda de peso, e um plano para cobrir esses medicamentos para pacientes do Medicare foi suspenso, algo que a Lilly quer mudar.
A farmacêutica Eli Lilly anunciou que irá fabricar sua nova pílula para perda de peso, o orforglipron, nos Estados Unidos. A decisão ocorre após pressão do ex-presidente Donald Trump, que incentivou empresas a retornarem a produção para o país. A informação foi divulgada pelo CEO da empresa, Dave Ricks, em entrevista à Fox Business Network, na sexta-feira, 18.
Ricks afirmou que a empresa tem orgulho de produzir o medicamento em solo americano e distribuí-lo globalmente. O orforglipron é visto como um avanço no tratamento da obesidade, um mercado estimado em US$ 130 bilhões até o final da década. Os testes indicaram que a pílula apresenta resultados semelhantes ao Ozempic, tanto na perda de peso quanto no controle do açúcar no sangue.
Com o anúncio, as ações da Eli Lilly subiram 14%. A fabricação nos EUA permite à empresa evitar possíveis tarifas impostas por Trump, incluindo taxas sobre produtos farmacêuticos. Em fevereiro, a Lilly já havia anunciado um investimento de, no mínimo, US$ 27 bilhões para a construção de quatro novas fábricas no país.
A pílula ainda precisa da aprovação dos órgãos reguladores americanos e, por isso, não estará disponível para pacientes antes de 2026. A empresa se prepara para atender à demanda global, evitando possíveis problemas de escassez. “Estamos criando estoques para que, quando introduzirmos esse produto em 2026, possamos fazê-lo globalmente, em todos os países simultaneamente”, declarou Ricks.
A Eli Lilly está investigando o orforglipron e outros medicamentos da classe das incretinas para tratar diversas condições relacionadas à saúde metabólica. Ricks ressaltou a importância de manter um peso saudável na prevenção de doenças crônicas, alinhando-se à proposta de Robert F. Kennedy Jr., secretário de saúde, de tornar a América mais saudável.
Apesar disso, o governo Trump não tem demonstrado apoio amplo ao uso de medicamentos para perda de peso. Recentemente, um plano para cobrir esses medicamentos para pacientes do Medicare foi suspenso, uma medida que a Lilly pretende reverter. “Acho que essa é uma das coisas mais importantes que poderiam ser feitas para tornar os Estados Unidos saudáveis”, afirmou Ricks.
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