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Gêmeos chilenos enfrentam dilema ao receber dose única de tratamento para distrofia muscular

Gêmeos chilenos enfrentam dilema ao receber dose única de medicamento experimental para distrofia muscular. Apenas um poderá ser tratado.

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Vicente e Lucas, gêmeos de 13 anos do Chile, têm distrofia muscular de Duchenne, uma doença grave e sem cura. Recentemente, a família de Tomás Ross doou uma dose de um medicamento experimental para um dos gêmeos, mas os pais, Marcos e Valeria, enfrentam a difícil escolha de quem receberá o tratamento. Ambos têm quadros clínicos semelhantes, o que torna a decisão ainda mais angustiante. O medicamento, chamado Elevidys, custa cerca de 3,7 milhões de dólares e não está disponível no Chile. Até agora, a família arrecadou apenas 1,3% do valor necessário para tratar os dois. Para ajudar, Marcos começou a caminhar de Ancud a Santiago em busca de doações. Eles decidiram não contar aos filhos sobre a situação para que possam continuar vivendo como crianças. A família espera que a empresa do medicamento ajude para que ambos possam ser tratados.

Família chilena enfrenta dilema para tratar gêmeos com distrofia muscular

Vicente e Lucas, gêmeos de 13 anos do Chile, diagnosticados com distrofia muscular de Duchenne aos sete anos, podem receber uma dose de medicamento experimental. A decisão de qual dos dois será tratado gera angústia nos pais, que buscam fundos para o outro.

A distrofia muscular de Duchenne é uma condição genética progressiva e grave, afetando cerca de uma em cada 3,6 mil crianças no mundo. Não há cura, mas avanços em tratamentos oferecem esperança para retardar os efeitos da doença.

Recentemente, a família de Tomás Ross, menino que recebeu uma dose do medicamento experimental após uma campanha de arrecadação, decidiu ceder a oportunidade aos gêmeos. O gesto foi celebrado pelos pais de Vicente e Lucas, mas trouxe um dilema inesperado.

Marcos Reyes e Valeria Martínez, pais dos gêmeos, agora precisam escolher qual dos filhos receberá a dose única disponível. A decisão é complexa, já que ambos apresentam quadros clínicos semelhantes e a doença é progressiva.

Camila Gómez, mãe de Tomás Ross, acompanhou a luta da família de Vicente e Lucas. Ela relata que Marcos Reyes a ajudou a arrecadar fundos para o tratamento do próprio filho, e que a decisão de ceder a dose foi imediata. “Marcos caminhou comigo… ele tem uma dupla tarefa”, disse Camila.

O medicamento aprovado nos EUA, Elevidys, custa cerca de US$ 3,7 milhões (aproximadamente R$ 20,4 milhões) e não é comercializado no Chile. A ministra da Saúde chilena, Ximena Aguilera, questiona a eficácia do tratamento.

Até o momento, a família arrecadou apenas 1,3% do valor necessário para tratar os dois gêmeos, cerca de US$ 27,8 mil (aproximadamente R$ 163 mil). Marcos Reyes iniciou uma nova jornada, caminhando de Ancud a Santiago, em busca de apoio financeiro.

Os pais optaram por não revelar a situação aos filhos, buscando preservar sua infância. Vicente sonha em ser chef, enquanto Lucas quer ser DJ. “Eles precisam continuar sendo crianças”, afirma Marcos Reyes.

A família espera que o laboratório responsável pelo medicamento demonstre responsabilidade social e ofereça uma solução para que ambos os gêmeos possam receber o tratamento. Marcos Reyes apela à generosidade da população para alcançar a meta de arrecadação.

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