Em 2023, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi informada sobre a grave crise das florestas, com 25% já destruídas, segundo a Wildlife Conservation Society. Para combater essa situação, o governo brasileiro e a WCS criaram o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que será lançado na COP30 em Belém, em novembro. Esse fundo vai pagar países que mantêm suas florestas, oferecendo US$ 4 por hectare preservado, enquanto aqueles que desmatarem perderão entre US$ 400 e US$ 800 por hectare. O fundo é diferente de outros, pois continuará a recompensar países que já conseguiram desmatamento zero. O monitoramento será feito por satélite e os países devem ter uma taxa de desmatamento anual de no máximo 0,5%. O Brasil se encaixa nesse critério, com uma perda de 0,25% em 2023. O TFFF espera arrecadar US$ 125 bilhões por meio de títulos no mercado financeiro, gerando cerca de US$ 4 bilhões por ano para investir em florestas, com a gestão do fundo a cargo de uma instituição multilateral, possivelmente o Banco Mundial.
Novo fundo busca frear desmatamento e recompensar países com florestas preservadas
Em 2023, durante a Semana do Clima da ONU, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alertada sobre a crise florestal global: 25% das florestas já foram destruídas, segundo a Wildlife Conservation Society (WCS). Uma pesquisa da WCS, publicada em 2020, revelou que apenas 40% das florestas restantes – 1,7 bilhão de hectares – permanecem praticamente intactas.
Lançamento na COP30
Para enfrentar esse cenário, o governo brasileiro e a WCS criaram o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). O lançamento oficial está previsto para a Conferência do Clima (COP30), em Belém, em novembro. O fundo visa recompensar países que controlam o desmatamento, com pagamentos por hectare preservado e penalidades por perdas florestais.
Como funcionará o TFFF
O TFFF é um mecanismo financeiro inovador para países em desenvolvimento com florestas tropicais e subtropicais úmidas. Países que mantiverem ou reduzirem o desmatamento receberão US$ 4 por hectare de floresta preservada. Em contrapartida, perderão entre US$ 400 e US$ 800 por hectare desmatado e US$ 100 por hectare degradado anualmente.
Inovação no modelo de financiamento
Diferentemente de outros mecanismos, como o REDD+, o TFFF continuará remunerando países que já alcançaram o desmatamento zero. “Os países acabam não tendo um benefício direto por ter floresta. Esse mecanismo traz essa perspectiva”, comentou Ane Alencar, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.
Monitoramento e adesão
O fundo utilizará o monitoramento florestal por satélite para calcular as áreas preservadas. Para aderir, os países devem ter uma taxa de desmatamento anual de, no máximo, 0,5% de suas florestas tropicais. O Brasil se qualifica, com perda de 0,25% da vegetação nativa em 2023.
Investimento e gestão
O TFFF pretende arrecadar US$ 125 bilhões com a emissão de títulos no mercado financeiro. Os recursos serão reinvestidos em aplicações seguras, como títulos públicos, gerando cerca de US$ 4 bilhões por ano para investir em florestas. A gestão do fundo será feita por uma instituição multilateral, possivelmente o Banco Mundial.
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