David Le Breton, um antropólogo francês de setenta e um anos, falou sobre a solidão na era digital em uma entrevista recente. Ele criticou as redes sociais por serem superficiais e defendeu a caminhada como uma forma de resistência e conexão entre as pessoas. Le Breton observou que a tecnologia tem contribuído para a solidão coletiva, com pessoas andando pelas cidades, como Madrid e Estrasburgo, distraídas em seus smartphones. Para ele, caminhar é uma maneira de encontrar paz em um mundo acelerado. Ele mencionou os peregrinos do Caminho de Santiago como exemplo de solidariedade e conexão. O antropólogo também alertou sobre os problemas de saúde causados pelo sedentarismo e destacou que as redes sociais não melhoram a qualidade de vida, mas a pioram, contribuindo para o aumento da ansiedade e depressão entre os jovens. Le Breton acredita que a liberdade é um desejo humano importante, mas o uso excessivo das redes sociais pode levar à alienação e defendeu um uso mais consciente do tempo livre.
David Le Breton, antropólogo francês de setenta e um anos, expressou sua preocupação com a solidão na era digital em uma recente entrevista. Ele criticou a superficialidade das redes sociais e defendeu a caminhada como um ato de resistência e conexão humana. Le Breton, autor de obras como “A Sociologia do Corpo”, abordou temas como dor e o desejo de desaparecer, refletindo sobre sua própria experiência.
Durante a conversa, Le Breton destacou que a tecnologia tem contribuído para um estado de solidão coletiva. Ele observou que, em cidades como Madrid e Estrasburgo, as pessoas andam “como zumbis”, fixadas em seus smartphones. Para ele, a caminhada é uma forma de resistência e uma maneira de buscar tranquilidade em um mundo cada vez mais acelerado e tecnológico.
“Caminar não é apenas um refúgio pessoal, mas também coletivo,” afirmou. Ele mencionou o fenômeno dos peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago, ressaltando a importância da solidariedade e da conexão entre as pessoas. Le Breton acredita que a verdadeira conversa, que envolve atenção e empatia, está sendo substituída pela comunicação superficial das redes sociais.
O antropólogo também abordou o impacto da tecnologia em nossos corpos e mentes. Ele alertou para o aumento de problemas de saúde pública, como sedentarismo e obesidade, e destacou que as redes sociais não aumentam a qualidade de vida, mas a reduzem. “Nunca na história houve tantos problemas de ansiedade e depressão entre os jovens,” disse.
Le Breton concluiu que a liberdade é um desejo humano fundamental, mas que o uso excessivo das redes sociais pode levar à alienação. Ele defendeu a necessidade de um uso consciente do tempo livre e a importância de resistir à dominação das oligarquias tecnológicas.
Entre na conversa da comunidade