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Atlas Renewable Energy inaugura parque de armazenamento de energia no deserto do Atacama

Atlas Renewable Energy inaugura parque de armazenamento de 200 MW no Chile, antecipando meta de 2 GW para 2026 e destacando desafios do Brasil.

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A Atlas Renewable Energy abriu um parque de armazenamento de 200 MW no deserto do Atacama, no Chile. Este projeto é um dos maiores da América Latina e pretende alcançar 2 GW de capacidade até 2026, cinco anos antes do previsto. As baterias armazenarão 800 MWh de energia durante o dia e a liberarão à noite, ajudando a gerenciar a energia solar que não pode ser utilizada imediatamente. O ministro de Energia do Chile, Diego Pardow Lorenzo, comentou que a instalação foi facilitada pela redução de custos e pela simplificação do licenciamento. Com essa nova capacidade, o Chile agora tem 1,15 GW em sistemas de armazenamento e outros projetos estão em andamento. Enquanto isso, o Brasil enfrenta dificuldades por não ter regulamentação para esses sistemas, o que impede grandes projetos. Luis Pita, da Atlas, destacou que o Chile tem a legislação mais avançada da região e que o Brasil poderia se beneficiar de tecnologias semelhantes, especialmente com a expectativa de crescimento no mercado livre de energia. A empresa chinesa Sungrow forneceu as baterias, que utilizam células da CATL, e a região de Antofagasta é rica em minerais necessários para a fabricação de baterias.

A Atlas Renewable Energy inaugurou um parque de armazenamento de 200 MW no deserto do Atacama, no Chile, nesta quinta-feira (24). O projeto, que é um dos maiores da América Latina, visa atingir 2 GW de capacidade instalada até 2026, antecipando a meta em cinco anos.

As baterias instaladas armazenarão 800 MWh de energia entre 11h e 15h, injetando-a na rede elétrica entre 20h e 00h. Essa estratégia é crucial, pois durante o dia a geração solar é alta, mas as linhas de transmissão não conseguem escoar toda a energia, levando a cortes na produção. O armazenamento permite que a energia seja gerenciada e vendida em horários de maior demanda.

O ministro de Energia do Chile, Diego Pardow Lorenzo, destacou que a instalação das baterias foi facilitada pela queda dos preços e pela simplificação do processo de licenciamento. Com a nova capacidade, o Chile agora conta com 1,15 GW de sistemas de armazenamento, com outros projetos em desenvolvimento.

Desafios no Brasil

Enquanto o Chile avança, o Brasil enfrenta dificuldades devido à falta de regulamentação para sistemas de armazenamento. Executivos do setor afirmam que, sem diretrizes claras, é improvável que grandes projetos sejam implementados. O Brasil, que enfrenta cortes de energia, poderia se beneficiar de tecnologias semelhantes às do Chile.

Luis Pita, diretor comercial global da Atlas, enfatizou que o Chile possui a legislação mais avançada da América Latina. Ele ressaltou que, no Brasil, a demanda por sistemas de armazenamento pode crescer com o mercado livre, onde geradoras negociam diretamente com consumidores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prometeu publicar uma regulamentação inicial sobre o tema até maio.

Os sistemas de armazenamento no Chile foram fornecidos pela empresa chinesa Sungrow, que utiliza células de baterias da CATL. A região de Antofagasta, onde o parque está localizado, é rica em minerais essenciais para a fabricação de baterias, como cobre e lítio.

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