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Clínica londrina oferece tratamento para remover microplásticos do sangue humano

Microplásticos estão presentes em órgãos humanos e podem estar ligados a problemas de saúde. Clínica em Londres oferece tratamento para removê-los, mas eficácia é debatida.

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Pesquisas mostram que microplásticos, que são pequenas partículas de plástico, estão presentes em órgãos humanos como o cérebro, coração e pulmões. Eles entram no corpo através de alimentos, água e ar contaminados. A relação entre microplásticos e problemas de saúde, como doenças cardíacas, ainda está sendo estudada e não há provas definitivas. A Clarify Clinics, em Londres, oferece um tratamento que promete remover esses microplásticos do sangue, usando uma técnica chamada aférese, que separa o plasma das células. O tratamento dura cerca de duas horas e custa mais de 12 mil dólares. A CEO da clínica afirma que o procedimento pode ajudar a reduzir a inflamação e melhorar o bem-estar, mas a eficácia científica do tratamento é discutida. A Organização Mundial da Saúde alerta que a presença de microplásticos no corpo não prova que eles causam doenças, e embora a plasmaférese seja considerada segura para algumas condições, não há evidências de que ela remova microplásticos de forma eficaz.

Pesquisas recentes indicam que microplásticos, partículas de plástico com menos de cinco milímetros, estão presentes em diversos órgãos humanos, como cérebro, coração e pulmões. Esses fragmentos entram no corpo por meio da ingestão de alimentos e água contaminados, além da inalação de partículas no ar. A relação entre a presença de microplásticos e problemas de saúde, como doenças cardíacas, é objeto de estudo, mas ainda carece de evidências conclusivas.

A Clarify Clinics, localizada em Londres, oferece um tratamento de filtragem de sangue que promete remover microplásticos. O procedimento, chamado Clari by Marker, utiliza a técnica de aférese, comum em doações de plasma. Durante o tratamento, que dura cerca de duas horas, o sangue do paciente é separado em plasma e células, e o plasma é filtrado para eliminar microplásticos e outras substâncias indesejadas. O custo do serviço ultrapassa US$ 12 mil (aproximadamente R$ 70 mil).

A CEO da Clarify Clinics, Yael Cohen, afirma que o tratamento pode ajudar a reduzir a inflamação e melhorar o bem-estar geral. Os pacientes, que buscam o serviço por motivos variados, como fadiga crônica e preocupações com a saúde, podem realizar atividades como assistir a filmes durante o procedimento. Contudo, a eficácia científica do tratamento ainda é debatida.

Embora a presença de microplásticos no corpo humano tenha sido amplamente documentada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que a correlação não prova causalidade. Estudos observacionais associam microplásticos a danos celulares, mas não confirmam que sejam a causa de problemas de saúde. A plasmaférese, técnica utilizada no tratamento, é reconhecida como segura para certas condições, mas não há evidências de que remova microplásticos de forma eficaz.

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