A enxaqueca é uma doença que afeta cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo e é uma das principais causas de incapacidade. Muitas pessoas não buscam tratamento. O neurologista Tiago de Paula afirma que a cronificação da enxaqueca, que acontece quando a dor de cabeça ocorre 15 ou mais dias por mês, pode ser evitada e revertida com o tratamento certo. Usar analgésicos por mais de 10 dias no mês pode piorar a situação, criando um ciclo de dependência. É importante tratar a enxaqueca logo no início, e a campanha “3 é demais” recomenda que as pessoas procurem ajuda médica se tiverem três ou mais crises mensais. Aproximadamente 44% das pessoas com enxaqueca não buscam atendimento, achando que os analgésicos são suficientes. O tratamento inicial inclui medicamentos como anticonvulsivantes e betabloqueadores, além de novos medicamentos que bloqueiam substâncias ligadas à dor. Em casos mais graves, a combinação desses medicamentos com toxina botulínica pode ajudar. Tiago de Paula ressalta a importância de um tratamento que envolva diferentes profissionais, como neurologistas, psicólogos e nutricionistas, para ser mais eficaz.
A enxaqueca é uma condição neurológica crônica que afeta aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição é uma das principais causas de incapacidade, e muitos pacientes não buscam tratamento adequado. O neurologista Tiago de Paula alerta que a cronificação da enxaqueca pode ser evitada e revertida com um tratamento apropriado.
A cronificação ocorre quando a dor de cabeça aparece em 15 ou mais dias por mês durante pelo menos três meses. Fatores como o uso excessivo de analgésicos, distúrbios do sono e o consumo frequente de cafeína e álcool podem agravar a condição. Tiago de Paula explica que tomar analgésicos por mais de 10 dias no mês aumenta o risco de cronificação, pois altera a resposta dos receptores de dor no cérebro, gerando um ciclo de dependência.
Reconhecer e tratar os cronificadores cedo é fundamental para evitar anos de sofrimento. A campanha “3 é demais”, da Sociedade Brasileira de Cefaleia, recomenda que pacientes busquem tratamento quando têm três ou mais crises mensais. Cerca de 44% das pessoas com enxaqueca não procuram atendimento, acreditando que já estão tratando o problema com analgésicos.
O tratamento de primeira linha inclui medicamentos orais, como anticonvulsivantes e betabloqueadores, além dos anticorpos monoclonais anti-CGRP, que bloqueiam a ação de uma substância ligada à dor. Em casos mais graves, a combinação de anti-CGRPs com toxina botulínica tem mostrado eficácia. A toxina é aplicada em pontos específicos e ajuda a reduzir a hiperexcitabilidade cerebral.
Tiago de Paula enfatiza a importância de um acompanhamento multidisciplinar, envolvendo neurologistas, psicólogos e nutricionistas, para garantir um tratamento adequado e eficaz.
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