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Régis Debray discute a morte e o tabú da vida em novo filme de Costa-Gavras

Régis Debray reflete sobre a morte em novo filme de Konstantin Costa-Gavras, que desafia o tabu contemporâneo e destaca a importância dos cuidados paliativos.

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Régis Debray, filósofo e ex-combatente de Che Guevara, escreveu o livro “El último suspiro”, onde fala sobre a morte e cuidados paliativos. O cineasta Konstantin Costa-Gavras lançou um filme baseado nessa obra, que discute a morte como um tabu na sociedade atual. Debray, que viveu experiências intensas, reflete sobre como as pessoas podem passar de um estado de medo para aceitação ao enfrentar a morte. Ele observa que, em centros de cuidados paliativos, os profissionais mantêm um ambiente leve e bem-humorado, apesar da situação. Na França, cerca de 600 mil pessoas morrem por ano, mas há apenas 200 centros dedicados a cuidados paliativos. Debray também nota que as mulheres costumam lidar melhor com a morte, talvez por causa da experiência do parto. O filme de Costa-Gavras, que leva o mesmo nome do livro, é visto como uma celebração da vida e busca fazer as pessoas pensarem sobre a morte em vez de evitá-la. Debray critica a maneira como a sociedade moderna trata a morte, tornando-a um assunto quase secreto, e aponta que a perda de crenças em uma vida após a morte intensifica esse tabu. Ele destaca que a linguagem sobre a morte se tornou eufemística, evitando o uso direto da palavra “morte”. O filósofo conclui que, apesar de ser um tabu, a morte é uma parte inevitável da vida e observa como a representação da morte na mídia e nos rituais sociais mudou ao longo do tempo.

Régis Debray, filósofo e ex-combatente ao lado de Che Guevara, lançou, há dois anos, o livro “El último suspiro”, onde discute a morte e os cuidados paliativos. Agora, o cineasta Konstantin Costa-Gavras estreia um filme inspirado na obra, abordando a morte como um tabú contemporâneo.

Debray, que passou por experiências extremas durante sua juventude, reflete sobre a morte e a importância do acompanhamento nos momentos finais da vida. Ele destaca que, ao encarar a morte, as pessoas podem passar de um estado de pânico a um de resignação. O filósofo observa que, em suas visitas a centros de cuidados paliativos, notou que os profissionais não demonstram tristeza, mas sim um ambiente de bom humor.

Na França, cerca de 600 mil pessoas morrem anualmente, mas existem apenas 200 centros de cuidados paliativos. Debray menciona que as mulheres tendem a enfrentar a morte com mais coragem, possivelmente devido à experiência do parto. O filme de Costa-Gavras, que também leva o nome do livro, é descrito como uma “oda à vida”, abordando a morte de forma a provocar reflexão, em vez de evitá-la.

Debray critica a forma como a sociedade contemporânea lida com a morte, transformando-a em um tema quase clandestino. Ele argumenta que a diminuição da fé e da crença em uma vida após a morte contribui para esse tabu. A linguagem em torno da morte também se tornou eufemística, evitando o uso direto da palavra “morte”.

O filósofo conclui que a morte, embora seja um tabu, é uma parte inevitável da vida. Ele observa que a sociedade tem dificuldade em aceitar a morte dos outros, refletindo sobre como a representação da morte na mídia e nos rituais sociais mudou ao longo do tempo.

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