Em 2023, o Brasil teve 421 afastamentos por burnout, um aumento de 136% em relação a 2019, segundo o INSS. O burnout é uma reação ao estresse constante no trabalho e foi reconhecido pela OMS em 2019. A professora Christina Maslach, especialista no tema, explica que essa condição envolve exaustão emocional e despersonalização. A digitalização e a pressão para estar sempre disponível pioram a situação, afetando mais de 70% dos trabalhadores em alguns países, segundo a professora Heejung Chung. Uma pesquisa da Axa revelou que o custo do burnout no Reino Unido é de 102 bilhões de libras por ano, o que equivale a cerca de 772 bilhões de reais. Os sintomas incluem cansaço extremo e falta de entusiasmo, e a psicoterapeuta Claire Plumby alerta que esses sinais podem ser ignorados, levando a problemas sérios. Para se recuperar, é importante ter controle sobre o trabalho, cuidar do bem-estar e buscar apoio social. A professora Sabine Sonnentag destaca que desconectar-se mentalmente do trabalho é essencial para evitar a exaustão. Identificar valores pessoais e procurar ajuda são estratégias úteis na recuperação do burnout.
O Brasil registrou 421 afastamentos por burnout em 2023, um aumento de 136% em relação a 2019, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O burnout, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, é uma resposta ao estresse crônico no trabalho, afetando trabalhadores globalmente, especialmente durante a pandemia.
A professora emérita de Psicologia da Universidade da Califórnia, Christina Maslach, foi pioneira no conceito de burnout, que se caracteriza por exaustão emocional e despersonalização. A cultura de estar “sempre ligado”, intensificada pela digitalização, contribui para o aumento dessa condição. A professora Heejung Chung, do King’s College London, alerta que mais de 70% dos trabalhadores em alguns países estão afetados.
A pesquisa da Axa, realizada em 2024, estima que o custo do burnout no Reino Unido é de 102 bilhões de libras anuais, cerca de R$ 772 bilhões. No Brasil, o aumento de afastamentos por burnout reflete a pressão crescente no ambiente de trabalho. Em 2019, foram 178 casos, saltando para 421 em 2023.
Os sintomas do burnout incluem cansaço extremo, falta de entusiasmo e uma visão negativa de si mesmo. A psicoterapeuta Claire Plumby destaca que esses sinais podem ser facilmente ignorados, levando a consequências graves. A recuperação não exige mudanças drásticas, mas sim foco em controle sobre o trabalho, bem-estar e apoio social.
A professora Sabine Sonnentag enfatiza a importância de se desconectar mentalmente do trabalho para evitar a exaustão. Estratégias como identificar valores pessoais e buscar apoio podem ser fundamentais na recuperação do burnout.
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